Cerca de 60 agentes participam de ações no Rio de Janeiro (Rocinha e Baixada Fluminense) e em Minas Gerais e Santa Catarina
Lorena Amaro
Cerca de 60 agentes participam de ações no Rio de Janeiro (Rocinha e Baixada Fluminense) e em Minas Gerais e Santa Catarina

A Polícia Federal (PF) desencadeou, na manhã desta quinta-feira (dia 5), a Operação Voitheia II, que em grego significa ajuda, para combater fraudes envolvendo o auxílio emergencial. Cerca de 60 agentes participam de ações no Rio de Janeiro (Rocinha e Baixada Fluminense) e em Minas Gerais e Santa Catarina, para cumprir quatro mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. A estimativa é que a organização criminosa tenha fraudado cerca de cinco mil benefícios.

Até as 8h de hoje, três dos quatro mandados de prisão preventiva já haviam sido cumpridos. A Justiça também determinou o sequestro de bens dos envolvidos.

Durante a ação, os agentes encontraram um computador que havia sido destruído pelo principal suspeito do esquema, em Araquari (SC). Os policiais acreditam que ele tenha destruído o notebook na tentativa de destruir provas, com a chegada da PF.

A PF ainda apreendeu diversos chips de celulares que seriam utilizados na fraude, já que o saque do auxílio emergencial é feito mediante acesso ao aplicativo Caixa Tem, para a geração de um código de retirada em agências da Caixa ou casas lotéricas.

Na Rocinha, um dos endereços visitados pela PF foi uma clínica de estética. Segundo as investigações, o estabelecimento seria usado para lavar o dinheiro obtido com os saques indevidos do auxílio emergencial.

Em abril, na primeira fase da operação Voltheia, a PF prendeu quatro pessoas em flagrante. O trabalho de combate às fraudes resulta da ação conjunta da Polícia Federal (PF) PF, do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério da Cidadania, da Caixa Econômica Federal, da Receita Federal, da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU).


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