Mayra Pinheiro nega ter recebido benefício indevido e pediu investigação do caso
Reprodução: iG Minas Gerais
Mayra Pinheiro nega ter recebido benefício indevido e pediu investigação do caso

A servidora do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, teria recebido, indevidamente, R$ 1.270 do Benefício Emprego e Renda, proposto pelo governo federal para reduzir tempo de jornada e trabalho durante a pandemia. A informação foi constatada em troca de e-mails entregues à CPI da Covid e obtida pelo Metrópoles

Segundo o portal, a 'Capitã Cloroquina', como é conhecida, recebeu um comunicado, em janeiro de 2021, sobre a investigação do Ministério da Economia de recebimento indevido do benefício. Os detalhes da transferência seriam enviadas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que solicitou as informações à pasta chefiada por Paulo Guedes. 

Segundo consta no decreto que instituiu o programa de manutenção de emprego e renda, o benefício é válida apenas para empresas privadas, ou seja, servidores públicos não podem receber os valores e nem ter sua carga de trabalho diminuída durante a pandemia. 

Após receber o e-mail, Mayra Pinheiro negou ter recebido o benefício e pediu investigação sobre o suposto depósito realizado. 

“Diante da sinalização de imputação de conduta fraudulenta sugerida, solicito que seja empreendida a devida apuração dos fatos, sob pena de incidência de prevaricação e de maculação indevida do meu histórico funcional junto ao Serviço Público Federal”, escreveu.

Mayra Pinheiro é investigada na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid no Senado por suspeita de indicar tratamento sem eficácia para a Covid-19. Segundo os senadores, a servidora foi defensora do uso da cloroquina, medicamento sem eficácia contra a doença, no Ministério da Saúde. 

A 'Capitã Cloroquina', segundo os parlamentares, foi a responsável pelo aplicativo TrateCov, divulgado pelo então ministro da saúde, Eduardo Pazuello, para apresentar o tratamento precoce à população, mesmo sem indicação de especialistas de saúde, ignorando pesquisas científicas. A servidora prestou depoimento à CPI em maio, mas senadores de oposição e independentes ao governo Bolsonaro estudam uma nova convocação de Mayra para falar sobre a compra de cloroquina por parte do Ministério da Saúde. 

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