Agronegócio enriquece o Oeste da Bahia em plena crise
Sophia Bernardes
Agronegócio enriquece o Oeste da Bahia em plena crise

Brasileiros como João Antônio Francioso foram atraídos para o Oeste da Bahia nos anos 1980 pelo preço baixo das terras e os incentivos para a expansão da produção agrícola .

Em três décadas, a família dele foi de 300 hectares para os mais de 70 mil hectares cultivados hoje. O progresso do clã espelha como essa região do interior baiano se consolida como um dos principais vetores de crescimento do agronegócio no país e protege a economia local dos efeitos da crise.

A região que concentra algumas das cidades que integram a lista dos 50 municípios agrícolas mais ricos do país — Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Correntina e São Desidério — é um corredor de forte expansão da soja e do algodão no Matopiba, como é chamada a região formada por Tocantins e partes de Maranhão, Piauí e Bahia, a mais nova fronteira agrícola do país.

Ali, são raras as placas de “aluga-se” no comércio, tão comuns às grandes cidades brasileiras em meio à crise agravada pela pandemia. Ao contrário, as cidades chamam a atenção pelas evidências de que há cada vez mais dinheiro circulando entre uma nova elite agrícola.

O tráfego de aviões particulares é intenso. Uma concessionária de veículos da região tem cerca de 200 clientes na fila de espera por uma picape Hilux, importada da Argentina, que custa entre R$ 278 mil e R$ 360 mil. A construção civil também cresce forte, com os primeiros edifícios de apartamentos subindo e as vendas aquecidas.

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