Congresso Nacional
Divulgação/Câmara dos Deputados/Pablo Valadares
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Uma frente parlamentar composta por 194 deputados e seis senadores foi lançada nesta quarta-feira em defesa da desoneração da folha de pagamentos das empresas. A ideia é fazer com que o benefício, previsto para acabar em dezembro, seja permanente e válido para todos os setores da economia.

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) disse que o país enfrenta uma crise econômica causada por uma emergência sanitária. E elogiou a criação da frente:

"Para preservar o emprego, é preciso preservar o empregador ", afirmou.

Um dos coordenadores da frente, o deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), disse que audiências públicas serão realizadas, para elaborar projeto com esse objetivo. Ele destacou que um dos grandes desafios será descobrir como financiar a Previdência com o fim dos encargos sobre a folha:

"O maior desafio da frente parlamentar é encontrar mecanismos para custear a desoneração da folha. Não temos o propósito de apresentar algo pronto e definitivo. Por intermédio do debate, vamos encontrar uma solução que custeie a desoneração."

Setor produtivo alinhado

Atualmente, 17 setores, entre os quais os de serviços de tecnologia da informação (TI), hoteleiro, industrial, construção civil, transportes, call center, são contemplados pela desoneração da folha. As empresas podem optar por fazer o recolhimento da contribuição previdenciária em percentual sobre a receita bruta, que pode variar de 1% até 4,5% de acordo com o setor.

Se depender da área econômica do governo, a desoneração da folha será permanente. Foi o que indicou o secretário de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Serviço e Inovação do Ministério da Economia, Jorge Lima.

"Tenho certeza que o setor produtivo está 100% alinhado com essa proposta, em que ninguém perde e só tem a ganhar", afirmou ele.


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