Ministro da Economia, Paulo Guedes pediu trégua entre os poderes e moderação da imprensa
Edu Andrade/Ascom/ME
Ministro da Economia, Paulo Guedes pediu trégua entre os poderes e moderação da imprensa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu moderação da mídia, Supremo Tribunal Federal e do presidente Jair Bolsonaro em meio às discussões de ameaças à democracia. A declaração foi dada nesta quarta-feira (14), em live do jornal  Valor Econômico .

Guedes afirmou acreditar não haver ameaças contra à democracia e disse que não se pode discutir eleições neste ano. Ele ressaltou a necessidade de voltar as atenções à pandemia e recuperação econômica. 

"Não acredito na barulheira de que vai haver golpe, não é minha hipótese de trabalho. Volta e meia alguém sai da caixa e faz um barulho infernal, mas a democracia bota pessoa na caixa de novo", disse.

"A mensagem é saúde, emprego e renda, e moderação. Eu também estou tentando ficar mais moderado, acho que a mídia tem que dar uma moderada, o Supremo, o presidente. Está todo mundo muito nervoso, muito ansioso, radicalizando de um lado e de outro", concluiu.

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Guedes ainda tentou apaziguar o começo de crise entre os poderes da República e, sem criticar diretamente ministros, alfinetou decisões e falas de membros do STF

"Às vezes no Executivo tem gente que sai da caixinha e fala o que não devia falar. Tem gente no Supremo que sai da caixinha também, faz besteira. O STF às vezes funciona como corte criminal e comete excessos, mas esses excessos podem ser cometidos por atores, não pela instituição. Todos somos humanos e erramos, eu mesmo errei na dosimetria da reforma tributária", alfinetou Guedes. 

Palácio do Planalto e STF se tornaram palco de discussões sobre as falas do presidente Jair Bolsonaro em relação à confiabilidade das urnas eletrônicas. Na última semana, Bolsonaro afirmou que "ou fazemos eleições limpas ano que vem, ou não haverá eleições"

A fala foi mal recebida por membros do Congresso Nacional e Judiciários. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), convocou uma coletiva em que, indiretamente, mandou recado ao presidente ao dizer que pessoas contra à democracia "são inimigas do povo". O presidente do STF, Luiz Fux, também recebeu à fala de forma negativa e marcou reunião com Bolsonaro no Palácio do Planalto para pedir trégua nas discussões

Nesta quarta-feira (14), seria realizada uma reunião entre os presidentes do STF, Câmara e Senado, além do presidente Jair Bolsonaro, para discutir sobre as falas anti-democráticas e a necessidade de união entre os poderes. Bolsonaro, no entanto, cancelou o encontro após ser internado no hospital das Forças Armadas após passar mal

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