Bolsonaro, Guedes, Mourão e ministros em evento da privatização da Eletrobras
Alan Santos/PR
Bolsonaro, Guedes, Mourão e ministros em evento da privatização da Eletrobras

O presidente Jair Bolsonaro voltou a negar nesta terça-feira (13) que tenha planos de privatizar a Caixa Econômica Federal, em discurso na cerimônia da privatização da Eletrobras . Bolsonaro brincou e disse que ainda não foi "totalmente convertido" pelo ministro da Economia, Paulo Guedes . Segundo o presidente, nem o próprio Guedes teria a intenção de vender o banco público.

Durante sua fala na cerimônia que marcou o processo de capitalização da Eletrobras , o presidente citou inúmeras estatais que deram lucro durante seu governo, incluindo a Caixa , e completou garantindo que não há plano de privatizá-la.

"A Caixa Econômica Federal, não estou falando em privatizar, ainda não fui totalmente convertido ao Paulo Guedes, e nem ele fala em privatizar", disse Bolsonaro.

A fala, no entanto, contraria um discurso recente de Guedes. Ao programa "Os Pingos nos Is", da Jovem Pan, o ministro afirmou que "Para mim, estatal boa é a que foi privatizada ", defendendo que, no que dependesse dele, venderia todas as estatais brasileiras.

Na ocasião, Guedes reconheceu que algumas empresas públicas não seriam vendidas porque Bolsonaro era contra. Caixa, Petrobras e Banco do Brasil estavam na lista.

Mais discreto nesta tarde, o ministro da Economia também discursou na cerimônia de privatização da Eletrobras. Guedes cumprimentou colegas e agradeceu o empenho do governo e de outros ministros para que a capitalização da Eletrobras acontecesse, exaltando que esse era um objetivo desde 1995, quando Fernando Henrique Cardoso, presidente à época, incluiu a estatal na lista de empresas públicas 'à venda'.

Com vetos, o presidente Bolsonaro sancionou nesta terça o projeto que libera a capitalização da Eletrobras. Segundo a medida, mesmo com a venda de ações na Bolsa de Valores, o governo federal continuará sendo proprietário de 45% da estatal e tendo poder de veto. A porcentagem ainda dá ao Planalto o direito de manter indicações de secretários e diretores.

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