Salões de beleza e barbearias entraram na Justiça para reaver perdas
George Magaraia
Salões de beleza e barbearias entraram na Justiça para reaver perdas

A Associação Brasileira de Salões de Beleza (ABSB) , entidade que representa empresas do setor de de beleza no país, decidiu entrar na Justiça em São Paulo para pedir indenização pelas perdas sofridas com as restrições de funcionamento durante a pandemia . O próximo passo é ingressar com ação no Rio.

A estratégia é entrar primeiro com ações civis públicas contra o governo do estado de São Paulo e mais 12 prefeituras no estado, incluindo a capital. Segundo a associação, o estado paulista concentra uma fatia importante do setor de beleza no país.

O próximo estado a ser alvo da ação civil pública será o Rio, além da capital. A associação também deve ingressar com ações no Rio Grande do Sul, bem como em outros estados e municípios ainda estudados.

O objetivo da medida é promover acordos e renegociações de dívidas tributárias, tanto aos estabelecimentos que precisaram encerrar as atividades quanto às empresas que permenecem em funcionamento, mas que acumularam dívidas.

"Mais de 30% dos negócios encerraram as atividades e temos mais de 50% dos negócios com dívidas consideráveis. E, durante o período em que os estabelecimentos ficaram fechados, não tivemos nenhuma contrapartida, benefício ou ajuda no sentido de amenizar o problema econômico causado pelo fechamento", diz José Augusto Santos, presidente da entidade.

Iniciativa ganha adesão de segmentos

A estratégia da ABSB é semelhante à iniciativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) , que há pouco mais de uma semana decidiu pedir indenização a prefeituras e estados por perdas sofridas com as medidas de restrição.

A entidade foi a primeira iniciar o movimento de ingressar com ações civis públicas, há pouco mais de uma semana. O movimento tem ganhado a adesão de outros segmentos, como shopings e confederação comercial , que também estudam entrar com pedido de reparação.

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