Bolsonaro e militares
Agência Brasil/Fernando Frazão
Bolsonaro e militares

Geny Brilhante da Fontoura Rangel é filha de militar e perdeu, além dele, dois maridos da mesma classe. Isso rende hoje para ela uma pensão tripla de R$ 70 mil . Os pagamentos fazem parte de um caminhão de dinheiro despendido com pensionistas de militares. Só em fevereiro, o governo federal informa que pagou R$ 1,3 bilhão para 226 mil beneficiários, segundo a Gazeta do Povo.

Geny recebe pensões como viúva do almirante Sylvio da Fontoura Rangel desde fevereiro de 2001, como filha do marechal Manoel de Azambuja Brilhante desde setembro de 1996 e como viúva de um segundo-tenente desde dezembro de 2015. Além dela, outras 94 filhas ou viúvas de militares têm renda bruta que supera o teto constitucional, sendo que 43 delas não sofrem nada de abate-teto.

O Portal da Transparência do governo federal publicou os dados com 20 meses de atraso, após o fim de um processo de 2016. A divulgação atende decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que acatou denúncia da agência de dados 'Fiquem Sabendo' com base na Lei de Acesso à Informação.

O levantamento revelou que atualmente cerca de 11 mil pensionistas recebem pensão deixadas por 8 mil marechais. No entanto, esse cargo só existe em tempo de guerra, mas os generais, almirantes e brigadeiros eram promovidos ao cargo de marechal no momento da aposentadoria até o ano de 2001 para engordar a pensão. 

O Ministério da Economia informou em junho que, mesmo com a elevação da alíquota de contribuição com a Previdência, os gastos futuros com inativos militares, incluindo parentes pensionistas, pode superar R$ 700 bilhões .


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