Categoria espera mobilização maior do que registrada em 2018
Nilton Cardin / Agência O Globo
Categoria espera mobilização maior do que registrada em 2018

Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) convocou uma nova greve de caminhoneiros para o dia 25 de julho . A categoria reclama dos reajustes no preço dos combustíveis e afirma não ter voz junto ao presidente Jair Bolsonaro e com o novo presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.

Em comunicado, a entidade afirma haver mobilização da categoria para a paralisação. Eles ressaltaram o apoio de associações, cooperativas e sindicatos para a realização da greve.

"Publicamos então carta aberta ao Presidente da República Jair Messias Bolsonaro mostrando nossos problemas (e do povo brasileiro) sem qualquer resposta até o momento", aponta a nota. 

"O CNTRC lembra que os reajustes nos preços dos combustíveis promovidos pela Petrobras, sem explicações adequadas, ferem inclusive determinações do CDC (Código de Defesa do Consumidor). Simplesmente aumentam os preços e nos apresentam a conta", completaram. 

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A expectativa da categoria é que a paralisação difira do programado em fevereiro, quando teve pouca adesão e acabou dissolvendo antes de iniciar.

Em entrevista ao UOL nesta semana, o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, afirmou que a categoria poderia entrar em greve nos próximos dias. "Chorão", como é conhecido, disse estar no limite e lembrou das dificuldades dos caminhoneiros nos últimos meses. 

Líder da greve dos caminhoneiros em 2018, Landim ainda  acusou o governo federal de se promover com as demandas da categoria . Segundo o presidente da Abrava, a promessa de linha de crédito para caminhoneiros por meio do BNDES não foi cumprida. 

"Outra coisa que me deixou muito chateado é aquela [linha de crédito] de R$ 500 milhões para manutenção da categoria, que foi proposta para nós. Não conheço nenhum caminhoneiro que pegou. A vigência terminou agora. Eu pedi, mandei ofício para Ministério da Economia e nem sequer me retornou. Conversamos com vários setores financeiros, esse plano nunca existiu. Estão fazendo marketing em cima da categoria", ressaltou. 

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