Governo federal justificou impossibilidade de conferir banco de dados para oferecer pagamento para pais solteiros
Redação 1Bilhão Educação Financeira
Governo federal justificou impossibilidade de conferir banco de dados para oferecer pagamento para pais solteiros

A derrubada do veto que permitiu que pais solteiros tenham acesso à duas cotas do auxílio emergencial 2020 pode ter um impacto de R$ 4,2 bilhões com a inclusão de 1,4 milhão de famílias de homens monoparentais, de acordo com projeções do Ministério da Cidadania.

Segundo fontes da pasta ouvidas pela reportagem, o cenário mais conservador indica um custo extra de R$ 3,98 bilhões, representando a adição de mais 1,34 milhão de famílias comandadas por homens.

O Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro à lei que garantia acesso de pai solteiro a duas cotas do auxílio emergencial de 2020 no início deste mês, após acordo entre deputados e senadores.

Essa lei autorizava o pagamento da cota dupla, de R$ 1.200, para pais que comprovassem ter a guarda unilateral dos filhos, mas priorizava o benefício às mães, nos casos em que ambos solicitassem o auxílio.

Quando vetou essa proposta, o Executivo argumentou que não era possível verificar, na base do pagamento do auxílio, se o homem possuía de fato a guarda dos filhos, e ainda estimou que o pagamento irregular dos benefícios poderia custar R$ 596 milhões por mês. O auxílio de R$ 600 foi pago entre abril e agosto de 2020.

Na ocasião da derrubada do veto, a própria Câmara dos Deputados alertava para possíveis efeitos retroativos, apesar de a lei já ter perdido a vigência.

A razão é que havia pontos no texto que garantiriam o pagamento retroativo só auxílio à mãe ou pai que não recebeu o benefício por conflito de informações sobre a guarda dos filhos.

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