Paulo Guedes e Márcio Bittar, relator do Orçamento 2021
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Paulo Guedes e Márcio Bittar, relator do Orçamento 2021

O Orçamento de 2021 tem sido visto como uma " bomba fiscal " pelo Ministério da Economia, o próprio ministro Paulo Guedes chegou a chamar o projeto de "inexequível". Ainda assim, tiveram pontos do texto que observaram aumento em relação ao ano passado, mesmo em meio ao agravamento da pandemia e da crise econômica . Áreas como segurança pública, fortalecimento da família, defesa nacional e desenvolvimento regional, foram privilegiadas. 

O presidente Jair Bolsonaro vem desde o ano passado apostando na inauguração de obras como projeto eleitoral para 2022. Dessa forma, viu no Orçamento deste ano uma oportunidade de abranger seus ganhos políticos.  

Bolsonaro tem se aproximado cada vez mais de Rogério Marinho, atual ministro do Desenvolvimento Regional, que cuida das obras a serem realizadas no país. Os recursos desse segmento subiram de R$ 1,7 bilhão para quase R$ 13 bilhões na comparação entre o texto enviado pelo Ministério da Economia e o aprovado pelo Legislativo. 

Já o setor de segurança pública teve alta de R$ 2,7 bilhões para R$ 3,5 bilhões.

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O mesmo Orçamento que  cortou despesas obrigatórias como previdência e realização do Censo, prevê gastos como a  construção de submarinos nucleares e convencionais, e aquisição de aeronaves de caça . O Ministério da Defesa terá um quinto (22%) de todo o investimento público, R$ 8,3 bilhões. Além disso, os militares também receberão reajuste de salário. 

Já na pasta da ministra Damares Alves, Mulher, Família e Direitos Humanos, eram previstos R$ 2,8 milhões, mas o valor mais que dobrou, e foi para R$ 6,7 milhões. 

No Ministério da Cidadania, do ministro João Roma, a alta foi no segmento de combate às drogas, que saiu de R$ 32,3 milhões para R$ 186,7 milhões.

Corte de verbas para projetos contrários

Além de favorecer as pautas favoritas da sua base eleitoral, também promoveu cortes em programas antagônico, como áreas de política externa, transparência, agricultura sustentável e ações ligadas a mudanças climáticas.

O Ministério das Relações Exteriores foi uma das pastas que perdeu recursos nas negociações em torno do Orçamento de 2021. Como exemplo mais específico há a verba para relações e negociações bilaterias e multilaterais, que seria de R$ 450 milhões de acordo com a versão original do Orçamento, mas ficou com R$ 430 milhões. No ano passado, foram mais de R$ 750 milhões. 

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