governador Wellington Dias (PT- PI)
Danilo Bezerra/Cidades na net
governador Wellington Dias (PT- PI)

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), cobrou do governo federal a volta do  auxílio emergencial em vídeo disponibilizado nesta quinta-feira (1). “Parou (de pagar) em dezembro por quê?”, questiona.

Dias criticou o fato do governo Bolsonaro ter encerrado o programa social criado em abril do ano passado para mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) justamente no momento em que a doença se agrava no país e atinge os piores números desde então:

"A pandemia acabou? Claro que não. Aliás, piorou, colapso no sistema hospitalar, pessoas adoecendo(..).  Vejam, o governo federal, em 2020, pagava R$ 600 de auxílio emergencial para proteger os mais pobres. Que maravilha. Depois, passou a pagar R$ 300. E parou em dezembro, parou em dezembro por quê?".

Na última quarta (31), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou as medidas de restrição nos estados e acusou governadores e prefeitos, sem apresentar provas, de proibir pessoas de trabalharem e afirmou que “a fome está batendo cada vez mais forte”, ao defender o fim das medidas restritivas.

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“Se a pandemia prosseguiu, claro que a fome chegou. A fome não tira férias. A fome não estava de férias em janeiro, fevereiro e março. As pessoas não só ficaram com fome como também sem dinheiro para comprar remédios, necessidades básicas”, rebate o governador piauense. 

O petista também defendeu que outras classes de trabalho recebam um auxílio do governo para que tenham condições de sobreviver enquanto a pandemia não permite o funcionamento pleno de atividades:

“Assim como parou o auxílio emergencial, parou também o apoio a micro e pequenos empreendedores, autônomos, artistas, esportistas. Há necessidade desse atendimento e é isso que defendemos, como fazem outros países", concluiu.

O governo federal anunciou a volta do auxílio emergencial para o próximo dia 6 de abril. A nova rodada terá 4 parcelas, com valores de R$ 150 até R$ 375, limitando-se a um beneficiário por família. Estima-se que 45, 6 milhões de pessoas receberão o benefício.

 (Sob supervisão de Valeska Amorim)

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