Marketing digital promove ações de comunicação para empresas na internet
iStock
Marketing digital promove ações de comunicação para empresas na internet










Segundo relatório da Microsoft, divulgado nesta segunda-feira (22), 53% dos trabalhadores latino-americanos pensam em trocar de emprego , superior a média global, que é de 46%. 

Todas as mudanças são desafiadoras, mas a maior delas pode ser a transição de uma profissão para outra completamente diferente. A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus fez com que muitos negócios fossem fechados e carreiras inteiras perdessem o sentido. O isolamento social, o home-office e a aceleração da revolução digital criaram novos mercados, e consequentemente novas oportunidades

Com o desemprego no Brasil atingindo a marca de 14% da população economicamente ativa  e a lentidão na recuperação da economia, torna-se essencial a busca por novos postos de trabalho. Para isso, é necessário estar atento aos setores promissores para o pós-pandemia, como os de tecnologia, energia renovável e capacitação de pessoas, por exemplo.  

Case de sucesso


Rejane Toigo, ex-dentista e ex-lojista, foi uma das que acordou para essa nova realidade. "No tempo que atendia em consultório, eu percebi que por mais que eu passasse oito horas realizando tratamento de canal, a compensação não estava à altura do meu desgaste. Decidi me tornar lojista, e foi aí que notei o crescimento do setor de comércio digital, o e-commerce", disse ela.

Rejane conta que a busca para tornar sua loja mais lucrativa na internet fez com que ela precisasse se aprofundar na área de marketing digital. "Enquanto eu estudava as estratégias para vender mais on-line, eu notei que o leque de oportunidades no marketing era muito maior. Decidi vender minhas lojas para minha sócia e abrir a  Like . Hoje em dia sou realizada ensinando as pessoas como se adaptar ao mundo digital".

A estrategista digital explica que seu foco atual é em capacitação de pessoas, visando torná-las comunicadoras eficientes nas redes socias, seja pessoalmente ou profissionalmente. Em 2020 ela sentiu a procura por cursos disparar, a pandemia acelerou o que já era tendência de mercado e o número de seguidores da agência no  Instagram saltou 75%.

Rejane dá dicas para quem pretende dar início no seguimento. Segundo ela, as áreas mais bem pagas no momento são de estrategista digital , que tem visão global de toda a campanha de marketing. Outra profissão em alta é de gestor de tráfego , responsável por planejar as campanhas mais lucrativas e buscar novos clientes. Além do social media , que traça planos de conteúdo, com a ajuda de uma equipe de produtores. "Eu aconselhei advogados, contadores, todos pensando em trocar de carreira, esse mercado gera oportunidade pra muita gente", disse ela. 

Em linha com o empreendedorismo

A Sigbol possui mais de 52 anos de atuação e é responsável pela capacitação de cerca de 130 mil pessoas em todo o país.
Divulgação
A Sigbol possui mais de 52 anos de atuação e é responsável pela capacitação de cerca de 130 mil pessoas em todo o país.

Segundo o Mapa das Empresas, divulgado em fevereiro pelo Ministério da Economia, houve um aumento significativo da criação de novos negócios durante a pandemia na cidade de São Paulo: foram 18.296 empresas abertas no segmento têxtil. Em 2019, o número foi de 14.622, uma alta de 25%. Ao mesmo tempo, o aumento na procura dos cursos da Escola de Moda Sigbol como corte e costura, costura criativa, entre outras modalidades profissionalizantes, foi de 35% no último trimestre de 2020, confirmando a tendência.

Em São Paulo, por exemplo, é possível encontrar unidades da Escola de Moda Sigbol em muitos pontos da cidade, inclusive interior e região metropolitana, que oferecem cursos a partir de R$ 243 mensais. “Buscar aprendizado nunca é demais, e quando essa profissionalização dá retorno financeiro é melhor ainda”, explica Aluizio de Freitas, diretor da rede Sigbol. "Os alunos começam com qualquer nível de capacitação e têm aulas que acompanham sua evolução de forma flexível. Em menos de um mês, com peças e produtos produzidos nas aulas, é possível começar a ganhar dinheiro entre os vizinhos, amigos e familiares”, finaliza.

Este foi o caso da Flávia Cezar, uma microempreendedora que, ao perceber a escassez das oportunidades na área administrativa, tirou o sonho de aprender costura criativa do papel e inscreveu-se no curso da Escola de Moda Sigbol, adaptou seu negócio, o ateliê Giz de Algodão, em um cômodo de sua casa.

“Produzo necessaires, máscaras e até artigos para animais de estimação. Tenho sempre uma encomenda para fazer”, declara Flávia.

Alunas na escola de moda Sigbol
Divulgação
Alunas na escola de moda Sigbol

O bom momento vivido pelo segmento têxtil não se restringe à cidade de São Paulo. Em âmbito nacional, foram 3.359 milhões de empresas abertas no Brasil ao longo de 2020, ante 1.044 milhão fechadas, terminando o ano com saldo positivo de 2.315 milhões. Desses, cerca de 200 mil foram no segmento têxtil de vestuário e acessórios, uma alta de mais de 11% em relação ao ano anterior.

A Sigbol possui mais de 52 anos de atuação e é responsável pela capacitação de cerca de 130 mil pessoas em todo o país.

Principais desafios e como superá-los

A psicóloga Fernanda Tochetto, especialista em transição de carreiras, percebeu uma tendência comportamental durante a pandemia. Segundo ela, a maioria das pessoas reagiu seguindo três passos: 

  1. Desespero 
  2. Adaptação 
  3. Enfrentamento

"A pandemia do novo coronavírus deixou todos desesperados. Era como se te dissessem: — Agora você vai ter que se adaptar, aprender a lidar com o novo, o diferente”, disse a psicóloga.

Para ela, o ano de 2020 foi um treinamento para o “campo de batalha” que será 2021. Diante disso, ela propõe que as pessoas analisem a própria situação profissional de forma a  avaliar se a transição de carreira é por necessidade ou por opção. “Primeiro você precisa se questionar, o que eu sei fazer agora? Que caminho eu quero seguir? O que eu tenho para oferecer? Partindo disso, toda transição segue três pilares: Planejamento, preparação e mudança de mindset.”

Planejar:

A etapa de planejamento envolve autoconheimento. É fundamental saber o que você pode oferecer, como oferecer, até onde pode chegar e como estruturar esse percurso. 

Preparar:

Estudar a área de interesse, viabilizar espaço e tempo para aumentar o conhecimento no segmento. A partir disso incia a etapa de teste e validação, para obter o retorno e melhorar.

Além disso, é importante trabalhar a comunidade ao seu redor, e o público alvo do produto ou serviço disponibilizado. Para isso, Fernanda sugere olhar para sua cidade, grupos de Facebook, LinkedIn, cursos profissionalizantes, entre outros. 

Mindset de startup:

Obtenção do "Mínimo Produto Viável", como o nome já diz, é a versão mais simples de um produto que pode ser lançada com uma quantidade mínima de esforço visando o desenvolvimento gradual. O objetivo é gerar autoconfiança e resiliência por meio das críticas e elogios.

Ela finaliza realçando a importância de cuidar do corpo, da mesma forma que se cuida mente. "A pandemia nos ensinou que a saúde é nosso bem maior, precisamos manter o equilíbrio entre a rotina de trabalho e os cuidados com o bem-estar."

 Um olho no mercado de tecnologia

 Empresas ao redor do mundo se viram na necessidade de investir em tecnologia durante a pandemia. Segundo levantamento da GeekHunter, o setor observou aumento de 310% no número de vagas só no ano passado.

Dã Lael Alvin, de 24 anos, é analista de sistemas, desenvolvedor de software e  programador, ele conta que com a pandemia o mercado de tecnologia aqueceu muito e está receptivo à todos os níveis de profissionalização. "As vagas sobram, cabe ao profissional escolher. Este foi o meu caso. Após eu ficar insatisfeito com o trabalho anterior, na semana seguinte eu já estava empregado, ganhando mais e com melhores benefícios", conta.

Ele acrescenta que o home-office para setores ligados ao mercado de programação, abriu oportunidades não só no Brasil como no mundo. 







    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários