BC anuncia nova rodada de swap cambial
Luciano Rocha
BC anuncia nova rodada de swap cambial

O dólar iniciava a semana em forte alta, com a segunda-feira (8) marcada pela força da moeda americana no exterior em meio à alta dos rendimentos dos Treasuries e a perspectivas de aceleração da inflação .

Às 10h11, o dólar comercial avançava 1,27% , sendo negociado a R$ 5,7544 . O patamar é o mais alto desde 3 de novembro do ano passado, quando foi negociada a R$ 5,7609. Na sexta-feira, a moeda americana subiu 0,39%, a R$ 5,684, depois de oscilar entre R$ 5,7246  (+1,11%) e R$ 5,6526(-0,16%).

A aprovação pelo Senado dos Estados Unidos do pacote de alívio à Covid-19 de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden colocava nova pressão sobre os títulos norte-americanos, à medida que os investidores internacionais precificavam altas nos preços da maior economia do mundo.

A taxa do Treasury de dez anos atingiu na sexta-feira a máxima em um ano de 1,626%, e ficava em cerca de 1,60% nesta segunda-feira.

 "A liquidez do mercado norte-americano deverá provocar aquecimento da inflação pelo menos no curto/médio prazo, mas, a despeito do Fed ver o fato com bons olhos e afirmar que não mudará a sua política monetária, os 'yields' dos Treasuries se abrem e passam a atrair recursos do mundo todo para o mercado financeiro norte-americano, provocando em contrapartida a valorização do dólar", explicou, em nota, Sidnei Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora.

O Banco Central anunciou para esta segunda-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em junho e dezembro de 2021.

No Brasil, a bolsa abriu em queda, com o IBovespa recuando 1,56%, às 10h44, somando 113.401 pontos. Na sexta-feira, o Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,23%, a 115.302 pontos, acumulando a primeira semana positiva em um mês (+4,79%) na esteira de um armistício fiscal.

Na Europa, o dia é de alta. Em Londres, o  índice FTSE subia 0,09%, e o CAC-40, da Bolsa de Paris, avançava 0,79%. Já em Frankfurt, o Dax tinha valorização de 1,30%.

Na Ásia, a tendência foi de baixa geral. O mercado acionário da China registrou a maior queda em mais de sete meses nesta segunda-feira, uma vez que a meta do governo para o crescimento econômico em 2021 abaixo do esperado provocou preocupações de que as autoridades chinesas podem apertar a política monetária para conter as fortes valorizações.

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O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 3,47%, registrando o pior dia desde 24 de julho de 2020. O índice de Xangai teve baixa de 2,3%. Liderando as perdas, o índice de consumo básico do CSI300 e o de saúde caíram 5,7% e 6,4% respectivamente.

Na sexta-feira, a China determinou uma meta modesta de crescimento econômico anual, de acima de 6%, o que ficou abaixo da expectativa de analistas que veem a possibilidade de a expansão superar 8%.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,42%, enquanto que, na bolsa de Hong KOng, o índice Hang Seng caiu 1,92%, a 28.540 pontos. Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 1,00%, a 2.996 pontos.

Petróleo ultrapassa os US$ 70



Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira para além de US$ 70 por barril pela primeira vez desde o início da crise do coronavírus, após o Senado dos Estados Unidos ter aprovado um pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão e com um grupo do Iêmen atacando instalações de petróleo na Arábia Saudita.

Às 9h41 (hora de Brasília) , o petróleo Brent subia 0,37%, a US$ 69,62 por barril. Já o petróleo tipo Texas (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 0,39%, a US$ 66,35 por barril.

Mais cedo, o Brent, referência internacional e no Brasil, chegou a tocar US$ 71,38 por barril, maior nível desde 8 de janeiro de 2020. Já o barril nos EUA atingiu antes US$ 67,98 por barril, maior valor desde outubro de 2018. Tanto o Brent quanto o petróleo nos EUA avançaram por quatro sessões consecutivas.

Além do pacote de estímulo nos EUA, aprovado no sábado, forças Houthi no Iêmen atacaram a Arábia Saudita com drones e mísseis, mirando alvos que incluíram uma instalação da Saudi Aramco em Ras Tanura que é vital para exportações. Mas o governo saudita disse que não houve feridos e nem danos às instalações.

"Isso sugere que podemos ver um potencial de alta no curto prazo no mercado, particularmente porque o mercado provavelmente agora precisa precificar algum tipo de prêmio de risco, com esses ataques aumentando em frequência", disseram analistas da ING em relatório.

Os preços têm apontado tendência de alta desde um acordo na semana passada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados incluindo a Rússia --grupo conhecido como Opep+-- para manter cortes de produção apesar da alta nos preços do petróleo.

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