O discurso do presidente foi feito em um momento em que governadores e prefeitos adotam medidas mais rígidas para conter o avanço da Covid-19
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O discurso do presidente foi feito em um momento em que governadores e prefeitos adotam medidas mais rígidas para conter o avanço da Covid-19

O presidente  Jair Bolsonaro  (sem partido) disse nesta sexta-feira (26) que governadores que "fecharem seus estados" devem bancar o auxílio emergencial. O discurso foi feito em visita a Caucaia, na Grande Fortaleza.

A declaração de Bolsonaro se refere aos gestores que adotaram  medidas mais restritivas nos últimos dias para conter o avanço da pandemia de Covid-19, como implantação de toque de recolher e proibição total de atividades não essenciais.

"A pandemia nos atrapalhou bastante, mas nós venceremos este mal, pode ter certeza. Agora, o que o povo mais pede, e eu tenho visto em especial no Ceará, é para trabalhar. Essa politicalha do 'fica em casa, a economia a gente vê depois' não deu certo e não vai dar certo. Não podemos dissociar a questão do vírus e do desemprego", afirmou o presidente.

"São dois problemas que devemos tratar de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. E o povo assim o quer. O auxílio emergencial vem por mais alguns meses e, daqui para frente, o governador que fechar seu estado, o governador que destrói emprego, ele é quem deve bancar o auxílio emergencial. Não pode continuar fazendo política e jogar para o colo do Presidente da República essa responsabilidade", criticou.

Ao menos 12 estados e o Distrito Federal adotaram – ou anunciaram que irão implantar – novas restrições para conter o crescimento de casos e de mortes por Covid-19.

Nos últimos dias, o Brasil enfrenta aumento do número de casos e de mortes pela doença, o que pressiona unidades de saúde na rede estadual e municipal. Estados relatam situação crítica em razão da ocupação recorde de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Apesar disso, Bolsonaro não poupou críticas aos governadores. "Esses que fecham tudo e destroem empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer. Não me critiquem, vão para o meio do povo mesmo depois das eleições”, afirmou o presidente.

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