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Setor privado liderado por Luiza Trajano busca auxiliar governo na vacinação
O Antagonista
Setor privado liderado por Luiza Trajano busca auxiliar governo na vacinação










O movimento Unidos pela Vacina , anunciado pela empresária Luiza Trajano na terça-feira (9), já conta com a participação de outros empresários . O grupo agora têm a ajuda do presidente da Suzano , Walter Schalka, que ficará com a função logística de garantia de insumos. O presidente da Gol , Paulo Kakinoff, lidará com o transporte e armazenamento dos imunizantes. Cristina Riscala, do Grupo Mulheres do Brasil , ficará encarregada do grupo que supervisionará a aplicação dos imunizantes na população de fato. E Marcelo Silva, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo ( IDV ), será o responsável do grupo pela interlocução com o governo federal.

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Luiza fez questão de ressaltar que o movimento não tem cunho político, nem foi criado para apontar culpados. “Não vamos sair comprando vacinas . O governo não precisa de dinheiro para comprar vacina, se a necessidade fosse dinheiro, seria mais fácil. Mas podemos agilizar, com influências de nossas empresas e ajudar a chegar vacina”, disse Luiza, em coletiva de imprensa.

Além disso, integrantes do movimento fizeram questão de ressaltar que este não tem qualquer relação com o anterior que objetivava a compra de vacinas, e não dispõem de qualquer interesse comercial. 


O movimento

O setor privado brasileiro, ao observar a lentidão com a vacinação , entende que a imunização geral da população é o único meio de retomar a economia plenamente. Pensando nisso, um grupo de empresas, liderado por Luiza Trajano , dona da Magazine Luiza , lançou na  o movimento " Unidos pela Vacina ". A proposta tem como objetivo unir sociedade civil e setor privado em prol da vacinanação dos brasileiro até setembro. Para anunciar a mobilização, ao lado de Luiza Trajano estavam o sócio da EB Capital, Duda Sirotsky Melzer e a consultora Betania Tanure.

A empresária se comprometeu ainda em mapear até o final de semana as unidades de saúde do país e o que cada cidade precisa para acelerar a imunização. “Estamos nos desafiando”, afirmou.

Além disso, o grupo afirma ter se reunido até o momento com representantes da vacina russa Sputnik . “O governo não esá precisando de dinheiro para comprar a vacina, mas de formas de conseguir trazer a vacina. O mundo inteiro quer a vacina. Nós temos empresas que estão na China, Índia, Estados Unidos que estão querendo ajudar nessa solução”, afirmou.

Logística do movimento

O responsável do grupo pela interlocução  com o governo federal é Marcelo Silva, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Ainda no âmbito da comunicação, Silva é encarregado de aumentar a confiabilidade nacional na vacina. “Os negócios só prosperarão se eliminarmos ou diminuirmos rapidamente os efeitos da covid-19”, disse.

Outro subgrupo é responsável por manter contato com governos estaduais e municipais. Em reuniões periódias, eles têm a intenção de mapear os entraves de cada município. 

Além deles, outro subgrupo está focado em solucionar algumas falhas já identificadas na cadeia logística. O presidente da fabricante de celulose Suzano, Walter Schalka, será responsável pelo grupo dedicado à garantia e recepção dos insumos necessários para produção das vacinas. 

O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, liderará um grupo com objetivo de distribuição e armazenamento dos imunizantes. Cristina Riscala, do Grupo Mulheres do Brasil, ficará encarregada do grupo que supervisionará a aplicação dos imunizantes na população de fato. Os grupos são formados por participantes do Grupo Mulheres do Brasil e outros empresários. 

Experiência de sucesso

Segundo Betania Tanure, o movimento "Unidos pela Vacina" já conta com um projeto piloto na capital do Rio de Janeiro e no município mineiro de Nova Lima. Com a experiência nessas duas cidades, iniciativas podem ser espelhadas em outras localidades. "Já fizemos mapeamento das necessidades do Rio de Janeiro para uma vacinação em massa e estamos estruturando qual será a nossa contribuição. Em Nova Lima, a mesma coisa. As situações e dificuldades são absolutamente diferentes", disse Betania em entrevista. 

“Não iremos comprar vacina, mas se for necessário poderemos pensar em transporte, logística e marketing. Nosso grande ativo não é capacidade financeira, mas nossa capacidade de mobilização”, afirmou Melzer, da EB Capital. “Está todo mundo comprometido em vacinar todo mundo até setembro”, afirmou. A última reunião do movimento contou com aproximadamente 400 integrantes do setor privado, composto por empresários, profissionais liberais e entidades.

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