Brasil Econômico

João Alberto
Reprodução/ iG Minas Gerais
Se somadas, indenizações chegam a R$ 300 milhões

O Carrefour e a empresa de segurança Vector são alvos de dois processos indenizatórios que, somados, podem chegar a R$ 300 milhões . As ações propostas pela Defensoria Pública do estado de Rio Grande do Sul (DPE-RS) e pela  ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e carentes) e Centro Santo Dias de Direitos Humanos , tem o objetivo de indenizar familiares e a coletividade após a morte do cliente negro João Alberto Silveira Freitas , de 40 anos, em uma unidade da rede de supermercados na zona norte de Porto Alegre (RS).

Os seguranças suspeitos de enforcar a vítima até a morte estão presos desde então e respondem, com outras quatro pessoas, por homicídio triplamente qualificado

Na ação proposta pela DPE-RS , os defensores entendem que a morte de João Alberto afetou a coletividade e solicita o pagamento de R$ 200 milhões para reparar os prejuízos “psíquicos coletivos”.

Para a defensoria, a repercussão internacional do caso causou danos irreparáveis para familiares, amigos e desconhecidos que se sentiram atingidos pela ação dos seguranças.

Caso a ação seja deferida, o dinheiro será destinado para um fundo municipal de proteção contra a discriminação da população negra, FRBL (Fundo para Reconstituição de Bens Lesados) e para o fundo estadual de defesa do consumidor.

Já a ONG Educafro e o Centro Santo Dias de Direitos Humanos pedem uma indenização de R$ 100 milhões e justifica que a brutalidade dos suspeitos remete à época da escravidão e lembra a falta de preparo dos agentes na condução da situação. Para o movimento, a morte de João Alberto afeta a dignidade e honra de toda população negra.

As instituições informaram que o valor será destinado para um fundo de combate ao racismo.

A Justiça marcou para a próxima segunda-feira (28) uma audiência de conciliação entre o Carrefour, Vector e órgãos públicos. 

Ao portal UOL, o Carrefour afirmou, em nota, que "está ciente das ações individuais e coletivas em andamento e está atuando de maneira colaborativa a fim de celebrar acordos e alcançar compromissos, de modo a contribuir para a luta contra a desigualdade racial e social”.

A Vector não respondeu aos questionamentos da reportagem.

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