Brasil Econômico

ONG Rio de Paz
Sérgio Lima/Poder360
ONG Rio de Paz organiza protesto em frente ao Congresso Nacional

Nesta quarta-feira (9), ativistas da ONG Rio de Paz montaram barracos na frente do Congresso Nacional , em protesto contra o fim do auxílio emergencial. Porém, segundo a organização, foram obrigados pela Polícia Militar a desmontá-los.

O motivo do descontentamento é a baixa probabilidade de extensão do auxílio para o ano que vem. Criada por causa da pandemia , a ajuda foi prorrogada até o fim do ano, com metade do valor inicial (foi de R$ 600 para R$ 300). Porém, após o fim do ano, não deve ser estendida novamente.

No protesto montado pela ONG, intitulado " Não ao Fim do Auxílio Emergencial ", contou com integrantes de famílias que dependem do auxílio emergencial e, também, uma mesa de 5 metros com pratos vazios

A ONG alega que encaminhou um pedido para realizar o ato, que contou com o apoio da ONG Visão Mundial , além de enviar os documentos necessários à Subsecretaria de Operações Integradas . Porém, os seis barracos montados, simulando uma favela, tiveram de ser desmontados, seguindo o argumento de não terem sido informados.

Aprovado em março pelo Congresso , o auxílio de 600 reais mensais aos chamados vulneráveis durante a crise do coronavírus foi pago pelo governo federal por três meses.

Depois disso, em setembro, o Executivo editou uma medida provisória, prorrogando o auxílio até dezembro de 2020, porém com um valor menor, de R$ 300.

No Congresso, a oposição faz pressão para que seja votada essa MP, com o objetivo de, ao discuti-la, conseguir aumentar o valor pago. 

Em contrapartida, os governistas tentam impedir que ela vá a voto, os poupando de defender um valor menor ou até mesmo ter que votar contra o defendido pelo Executivo.

A versão defendida pelo presidente Jair Bolsonaro leva em consideração o impacto do auxílio nas contas públicas, explicitando que esse suporte, em algum momento, vai ter fim.


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