Brasil Econômico

Idílio
Reprodução/Pinterest
"Idílio" - Tarsila do Amaral, 1929.

A galeria paulistana Bergamin & Gomide está pedindo pela obra Idílio, feita em 1929, pela artista Tarsila do Amaral (1886–1973), o valor de US$ 7 milhões, cerca de R$ 40 milhões. A venda da obra será feita na feira Tefaf , que ocorre de 30 de outubro a 4 de novembro. Pela primeira vez, devido à pandemia do novo coronavírus, o evento será online, com apenas uma obra apresentada por galeria, o que também é novidade.

A tela em questão pertence a um colecionador brasileiro, cujo nome é mantido em sigilo. O motivo pelo qual ele quer se desfazer da obra é desconhecido, entretanto só permitirá que ela saia do país com novo dono. Por esse motivo, escolheu a Tefaf digital, pois, caso optasse por um leilão tradicional , ele precisaria permitir que a tela viajasse, correndo riscos de danificá-la.

O valor é provavelmente o mais alto já pedido por uma obra da Tarsila em uma feira. As suas telas raramente se encontram disponíveis no mercado de arte . As que aparecem, geralmente, são de fases mais tardias e menos valorizadas da pintora.

Fundada em 2012, a Bergamin & Gomide pertence a Antonia Bergamin e Thiago Gomide. Localizada nos Jardins, em São Paulo, é uma espécie de continuação da galeria do pai de Antonia, a Bergamin, criada 12 anos atrás. A atuação é no chamado mercado secundário, que consiste, principalmente, na revenda de obras de artistas falecidos. O único representado atualmente pela galeria é o ilustrador Marcelo Cipis.

O pai de Antonia, Jones Bergamin, é dono da casa de leilões Bolsa de Arte . Ele ficou famoso pelos leilões que promovia no Copacabana Palace. Inclusive, uma das lembranças da infância de Antonia, é de brincar, no hotel, com uma das esculturas da série “Bichos”, da mineira Lygia Clark.


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