Brasil Econômico

Mais Top Estética Tatuagem
Reprodução/Instagram
Tatuagem feita por um dos funcionários em homenagem às 100 filiais da empresa, estipulando a meta de 300 lojas

Recentemente, em comemoração às 100 lojas abertas pela Mais Top Estética , seis funcionários da empresa decidiram tatuar o número 300, simbolizando a meta de abrir 300 novas franquias. A internet não demorou para criticar a atitude, culpando o dono da companhia, que se mostrou, porém, não conivente com o ato.

Caio Rodrigues, CEO da Mais Top Estética, conta que a princípio não acreditou que os trabalhadores de fato fariam a tatuagem . “Não dei muito valor na hora. Daí passou uma ou duas horas eu vi uma movimentação do pessoal falando, eles me falaram que iam fazer de fato”.

O dono da empresa logo tratou de garantir que a responsabilidade de uma possível insatisfação com a tatuagem ficasse com os funcionários em si, uma vez que a ideia partiu deles e sem o respaldo da empresa .

“Eu fiquei preocupado, isso aqui pode ser passageiro pras pessoas que estão aqui, nem a gente sabe”, disse Rodrigues, mostrando a preocupação com o eventual fim do ciclo, mas com uma marca eterna na pele do trabalhadores.

Segundo o CEO, os funcionários explicaram que, independente de qualquer coisa, a tatuagem representa um momento transformador da vida deles, momento que proporcionou crescimento, em diferentes âmbitos, para os trabalhadores .

Caio combinou que todos assinariam um termo de auto-responsabilidade, que foi aceito pelos funcionários com facilidade. O dono da empresa conta que achou que esse termo e toda a conversa sobre a possibilidade de, no futuro, esses funcionários deixarem a empresa fossem desestimulá-los, o que não ocorreu. “Não surtiu efeito, eles seguiram com a ideia e fizeram a tatuagem”, afirma o empresário.

Em pouco tempo, a notícia se espalhou na mídia, com muitos comentários negativos. Alguns internautas interpretaram a homenagem dos funcionários como uma jogada de marketing da própria empresa, pintando a Mais Top Estética como responsável pelas tatuagens. 

O dono da empresa alegou que não esperava uma negação reativa, porque, segundo ele, a equipe não teve a malícia de perceber essa possibilidade. “Às vezes, a gente foca tanto na parte positiva, que as coisas tão indo bem, que tudo tá fluindo, que não passou pela nossa cabeça que aquilo ali poderia gerar um problema. Tanto que, quando a gente viu na mídia , a gente tomou um susto”, afirma.

Foi feita uma reunião com os empregados que tatuaram para falar sobre a repercussão e entender como eles estavam se sentindo. “A minha preocupação era como o time estava se sentindo ali, porque as pessoas estavam ofendendo eles o tempo inteiro”, conta Caio.

Com tudo certo entre empresa e funcionários, a versão da Mais Top Estética veio à tona. 

Versão dos funcionários

O administrador de empresas Handerley Garcês de Matos Coelho, 25 anos, já passou por grandes empresas, diz que não se arrepende de sua primeira tatuagem. “Isso está marcado na minha mente e na minha vida de maneira muito intensa”, justifica o jovem.

De auxiliar para assistente e hoje supervisor financeiro da marca, Handercley afirma que, desde que entrou para a Mais Top, em janeiro do ano passado, superou uma depressão e quitou dívidas. Segundo ele, a tatuagem é uma homenagem merecida.

O CEO, mesmo não acreditando a princípio e não incentivando posteriormente se mostrou feliz com a homenagem feita pelos funcionários. Em suas redes sociais, expôs sua animação ao ver a relação dos empregados com a marca:


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