Após cinco anos do acidente, empresa que transportava os apresentadores da Globo foi condenada por 'transporte clandestino de passageiros'
Reprodução Balanço Geral
Após cinco anos do acidente, empresa que transportava os apresentadores da Globo foi condenada por 'transporte clandestino de passageiros'

Por prática de transporte aéreo clandestino de passageiros, a  empresa aérea Mato Grosso do Sul Táxi-Aéreo Ltda, do acidente de Luciano Huck e Angélica em maio de 2015, foi cassada e multada em R$ 75 mil. A decisão foi tomada na terça-feira (15) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As informações são de reportagem do portal Uol.

A decisão não cabe mais recurso e a empresa está proibida de funcionar, de acordo com a Anac.

A MS Táxi-Aéreo também é investigada pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco-MS) pelo acidente que causou a morte do piloto Marcos David Xavier em 2016, quando estava proibida de operar por conta de irregularidades cometidas no pouso de emergência com Huck e Angélica. 

O crime organizado, pela qual a MS Táxi-Aréreo é investigada, incluiu os crimes de atentado à segurança de voo qualificado, lavagem de dinheiro, estelionato, fraude documental diversa, falsidade ideológica, sonegação fiscal e obstrução da Justiça.

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Como o transporte da empresa era feito de forma clandestina, os outros crimes foram surgindo ao redor da infração central. 

"A fraude documental, a falsidade ideológica nos planos de voo, o famoso caixa dois – porque existe o enriquecimento ilícito, já que este tipo de transporte acabava sendo feito de forma clandestina, por isso criminosa... Todos os ganhos que eram oriundos deste transporte acabam tendo que ser dissimulados e tem a questão da lavagem de dinheiro. É um cenário bastante crítico", disse Ana Cláudia Medina, delegada responsável pelo caso, ao portal Uol.

Em abril de 2017, o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica, mostrou que no acidente de Huck e Angélica houve falha da tripulação e que o avião não poderia ter levantado voo por causa de dois equipamentos essenciais que não estavam funcionando. 

Além disso, o piloto e o copiloto não seguiram o procedimento padrão obrigatório para casos de pane. A tripulação levou 12 minutos para notificar o problema.

O avião tinha dois equipamentos essenciais sem funcionar: o gravador de dados de voz, que é uma das caixas-pretas, e um sistema que diminui automaticamente resistência do ar em uma das hélices quando ela para.

No acidente de Huck e Angélica, o pouso forçado do avião teve a ver também com a troca da posição dos sensores de combustível da asa esquerda. O do tanque interno estava instalado no externo, e vice-versa, o que o que fez com que o piloto achasse equivocadamente que havia combustível naquela asa. Procurada, a empresa MS Táxi-Aéreo não se posicionou ao portal Uol sobre o assunto.

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