Brasil Econômico

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Divulgação/Ricardo Stuckert
Petrobras foi autorizada mudar nome de campo de petróleo que supostamente homenageia o ex-presidente Lula

A Petrobras foi autorizada e vai alterar o nome do campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, após uma longa ação popular, levada à Justiça em 2015, que argumenta que a escolha do nome teve a intenção política de homenagear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A mudança de nome foi autorizada pela diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O campo voltará a ser chamado de Tupi. Descoberto em 2006, o Campo de Lula é o maior do Brasil e responde por mais da metade de toda a produção interna.

A homenagem ao ex-presidente Lula , porém, é duvidosa, já que, no pré-sal, é comum que os campos sejam batizados com nomes relacionados a moluscos. Outros campos brasileiros são chamados de Atapu, Berbigão, Búzios, Lapa, Sapinhoá, Sépia e Sururu, por exemplo. No entanto, "Lula" gerou reação negativa e levou à ação popular contra a suposta homenagem ao petista.

Segundo o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), como a  Petrobras não recorreu, sua decisão pela mudança do nome do campo de petróleo é definitiva. A estatal precisará alterar toda referência ao nome que supostamente homenagearia o ex-presidente.

Tupi , novo nome, foi o primeiro escolhido para o campo antes da Petrobras informar à ANP, agência reguladora, que o projeto era economicamente viável. No Brasil, é comum que os campos de petróleo sejam rebatizados quando a viabilidade econômica é declararada. No caso do campo do pré-sal na Bacia de Santos, no entanto, esse novo batismo foi derrubado por conta da suposta homenagem.

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