Brasil Econômico

Coronavac
Fotoarena / Agência O Globo
Vacina Coronavac, desenvolvida pela Sinovac e Instituto Butantan

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (14) a modernização da nova fábrica do Instituto Butantan, que deve auxiliar a produção da vacina Coronavac - ainda em fase de testes, fruto de uma parceria entre o Instituto Butantan e a chinesa Sinovac.

Ainda segundo Doria, o governo conseguiu uma arrecadação em doações privadas, sem nenhuma contrapartida, a um total de R$ 97 milhões de reais em dinheiro". O volume de doações permitiu a contratação do projeto executivo, que prevê o início das obras para novembro de 2020.

Fisicamente a fábrica já existe, ela será modernizada, ampliada e receberá novas equipamentos", explicou o governador. A meta de arrecadação para a conclusão das obras é de R$ 160 milhões.

Segundo dados apresentados pela secretária de Desenvolvimento Econômico do estado, Patrícia Ellen, 1,1 bilhão já foram arrecadados para a contingência da doença no estado, sendo 8% deste valor destinado à vacina Coronavac.

O governo também defende que a construção da nova fábrica deve ser iniciada em novembro e acelerada ao máximo para garantir o pleno funcionamento o mais rápido possível. Até o momento, porém, a estimativa é de que as obras sejam concluídas no segundo semestre de 2021. 

"Nós, aqui no Brasil, provavelmente seremos um dos primeiros do mundo a ter uma vacina disponível para vacinação em massa. O processo de transferência de tecnologia [com a Sinovac] já começou, todos os sistemas de qualidade já estão sendo preparados para receber o primeiro lote de matéria-prima em outubro e até o final de dezembro já esperamos ter disponíveis para entrega ao Ministério da Saúde cerca de 46 milhões de doses", afirmou o coordenador do Instituto Butantan, Dimas Covas, que se diz otimista sobre o medicamento. 


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