Vacina produzida pela Astrazeneca e Universidade de Oxford
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8 empresas doam R$100 milhões para fábrica que produzirá vacina contra a Covid-19

A nova fábrica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que será montada para produzir vacinas contra Covid-19 , receberá o investimento de R$ 100 milhões de um grupo de oito empresas e fundações: Ambev, Americanas, Itaú Unibanco, Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e Behring Family Foundation.

A previsão é que a unidade entre em operação até o começo do ano que vem, com capacidade de produzir até 30 milhões de doses por mês.

A fábrica ficará numa área de 1,6 mil metros quadrados no complexo de Bio-Manguinhos. O investimento dos empresários dará apoio para a reforma da ala do edifício e a compra e instalação de equipamentos complementares aos já existentes no local.

A vacina que será produzida na Fiocruz é a mesma que está em desenvolvimento pela Univeridade de Oxford com a farmacêutica britânica AstraZeneca. No entanto, antes disso é preciso terminar os testes e comprovar a segurança e eficácia da vacina.

O processo de produção será dividido em duas etapas; a primeira é a fabricação de 30,4 milhões de doses até o começo de 2021. A segunda, caso seja comprovada a eficácia, prevê a produção de mais 70 milhões de doses.

No momento, a pesquisa de Oxford e Astrazeneca se encontra na fase três, última etapa de testes antes de receber sinal verde. Os testes desta vacina estão sendo conduzidos em países como o próprio Brasil, além de África do Sul, Inglaterra e Estados Unidos.

O acordo formalizado hoje (7) abre caminho para a Fiocruz dominar o processamento da fórmula farmacêutica que importará da AstraZeneca, tornando-se aussuficiente em todas as fases do processo: formulação, o envase e o controle de qualidade das primeiras 100 milhões de doses da vacina. Após essa produção, a vacina deverá passar pelas etapas necessárias de registro e validação antes de uma possível distribuição.

A articulação entre empresas, fundações e governo para montagem da fábrica começou há cerca de um mês e meio, segundo Mauricio Soufen, vice-presidente da Ambev. Segundo ele, a iniciativa empresarial ganhou corpo quando ficou claro que o Brasil começou a se destacar como um dos polos para testes da vacina contra a covid-19, à medida em que a comunidade científica internacional avançava com o desenvolvimento das pesquisas.

"Daí começamos a nos mobilizar internamente e entender como poderíamos ajudar. Nesse momento, ficou muito claro para o nosso time que o próximo gargalo seria na capacidade de produção em massa da vacina", disse Soufen. "Ajudar o Brasil a ter autonomia na produção da vacina passou a ser a prioridade do nosso time."

O grupo não informou qual a participação de cada empresa no total dos R$ 100 milhões investidos na montagem da fábrica no Rio. 

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