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Divulgação/Twitter/Alberto Fernández
Argentina anuncia que chegou a acordo com credores para evitar calote

A menos de 24 horas do vencimento do prazo, a Argentina alcançou um princípio de acordo com seus credores nesta terça-feira (4), de sua oferta para a troca de cerca de US$ 66 bilhões em títulos sob legislação estrangeira. Com isso, poderá ser capaz de evitar as consequências de um calote.

No llimite do prazo para um acordo, o governo do presidente Alberto Fernández apresentou uma série de modificações em sua proposta. As alterações já foram aprovadas pelos principais fundos de investimento, confirmou uma fonte do governo da Argentina à AFP .

O prazo para aderir à troca de bônus expira nesta terça-feira, às 17h em Nova York (18h em Brasília e em Buenos Aires). Deve ser estendido para que se possa acertar os detalhes com os credores, acrescentou outra fonte do governo.

O Ministério da Economia argentino disse em comunicado que ajustaria algumas datas de pagamento e cláusulas legais para melhorar o que havia sido anunciado como a oferta "final", feita no início de julho, sem modificar o pagamento geral de principal ou juros.

"A Argentina e seus principais credores "chegaram a um acordo na data da data que lhes permitirá apoiar (...) a proposta de reestruturação da dívida da Argentina e conceder à República um significativo alívio da dívida", afirmou o ministério em um comunicado.

Entre os credores que aceitaram o acordo estavam o Grupo Ad Hoc, o Comitê de Credores da Argentina e os detentores de títulos do Grupo de Câmbio, um trio que havia se unido para se opor a uma oferta anterior do governo, o que causou estagnação nas negociações e ameaçou a possibilidade de um eventual acordo.

Apresentada à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a oferta formal da Argentina prevê o pagamento de aproximadamente US$ 53,5 por cada 100 de dívida, enquanto os credores exigem pelo menos US$ 56,5 por US$ 100.

A nova proposta coloca a recuperação acima de US$ 54 por cada 100, melhorando os prazos de pagamento e sem mexer na oferta econômica em si, disse uma fonte oficial à AFP .

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