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Reprodução/Google Maps
CTA Zaki Narchi, na Zona Norte de São Paulo; Prefeitura de SP diz apurar caso

Na zona norte de São Paulo, funcionários de um Centro Temporário de Acolhimento (CTA) da prefeitura foram acusados de cobrar R$ 100 para sacar o dinheiro do  auxílio emergencial de moradores de rua atendidos na unidade.

Nesta terça-feira (28), o portal G1 divulgou um áudio gravado por um morador de rua. No diálogo, um atendente do CTA Zaki Narchi o cobra para fazer o saque do  auxílio emergencial. Confira:

Beneficiário do auxílio-emergencial: Oi, bom dia, ô deixa eu te falar, tem como tu ver aquele bagulho que eu comentei lá contigo do dinheiro do auxílio? Funcionário do CTA: Demorô, demorô, (ininteligível)
Beneficiário: Mas só a documentação?
Funcionário do CTA: É o RG, CPF...
Beneficiário: Cobra quanto para fazer?
Funcionário do CTA: Então, é o que o menino comentou com você mesmo...
Beneficiário: R$ 100?
Funcionário do CTA: É, mas fala baixo. É serviço né, para dar uma força para vocês mesmo...
Beneficiário: Beleza, mas consigo sacar hoje ainda?
Funcionário do CTA: Dá para fazer a transferência para minha conta e aí no final do plantão a gente vê.
Beneficiário: É o moleque falou que você já fez para uma pá de gente, aí eu falei que eu ia fazer porque não consigo sacar o dinheiro do meu auxílio, cara..

A Caixa Econômica Federal estabeleceu um  calendário de saque do auxílio de acordo com a data de aniversário do beneficiário. De acordo comas denúncias, funcionários dos CTAs transferiam o dinheiro para contas próprias e adiantavam o pagamento cobrando R$ 100 pela transação.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), disse em nota que "todos os serviços da rede socioassistencial são oferecidos de forma gratuita e está sempre à disposição para receber sugestões e reclamações pelos canais adequados. As contribuições de munícipes podem ser feitas pela Central SP156 – telefone, aplicativo e site ou ainda pela ouvidoria da Prefeitura de São Paulo. Todas as eventuais queixas são devidamente apuradas."

Criados em 2017, os CTAs acolhem  moradores de rua e há unidades por toda a capital paulista. 

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