O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira que começou a oferecer empréstimos por meio do Pronampe , linha de créditos para micro e pequenas empresas.


O início das operações ocorre cerca de três semanas após o lançamento do programa, criado para reduzir os efeitos da crise do coronavírus ( Sars-Cov-2 ).

Segundo o BB , foram fechadas até agora 1.500 operações. A instituição financeira espera atingir 180 mil micro e pequenas empresas e ofertar R$ 3,7 bilhões.

Cerca de 43 mil empresas já se interessaram pelo programa. Se todas contratarem o programa, o valor desembolsado chegará a R$ 2 bilhões.

BB começa a oferecer empréstimos para pequenas empresas de linha de R$ 3,7 bi
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
BB começa a oferecer empréstimos para pequenas empresas de linha de R$ 3,7 bi

Na semana passada, a Caixa Econômica Federal começou a operar o programa, também com pouco mais de 1.500 operações iniciais.

O assessor especial do Ministério da Economia , Guilherme Afif , um dos idealizadores do programa, espera que a linha seja ofertada por grandes bancos comerciais a partir de 15 de julho. Até agora, pelo menos cinco — incluindo BB e Caixa — aderiram.

O Pronampe é baseado em um sistema de garantias formado por dinheiro público. Para viabilizar a linha, o governo criou um fundo de R$ 15,9 bilhões. Esses recursos servem para cobrir os riscos de inadimplência dos empréstimos contratados pelo programa.

Empresas que faturam até R$ 4,8 milhões têm direito a tomar emprestado até 30% do faturamento no ano passado. Assim, se a receita bruta do tomador foi de R$ 100 mil em 2019, o limite de crédito será de R$ 30 mil. O valor disponível foi informado pela Receita Federal .

Ainda há incerteza sobre a atratividade da linha para bancos privados, principalmente por causa da taxa de juros , considerada muito baixa: 1,25% ao ano, além da Selic (hoje em 2,25% ao ano).

Restrições

Empresas terão ainda que passar pelo crivo das políticas de crédito de cada instituição, como o nível de relacionamento com o banco. Em coletiva de imprensa, o vice-presidente de varejo do BB, Claudio Motta , não descartou que a inadimplência será considerada na análise, mesmo na pandemia.

"Se ela já estiver inadimplente, ela não passaria na análise do limite de crédito. Mas isso é uma prática, é importante lembrar, da política de crédito dos bancos, (que) fazem primeiro a análise do limite de crédito", disse o executivo.

Motta afirmou, no entanto, que essa análise pode ser flexibilizada, inclusive pelo gerente da agência:

"O histórico do cliente no limite de crédito é sempre levado em conta. Por isso que a gente não é inflexível. Algumas restrições passam por uma eventual flexibilização por parte da própria agência". 

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