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João Laet/Repórter Brasil e The Guardian
China foi principal comprador do agronegócio brasileiro no período atual

Imunes aos efeitos da pandemia de Covid-19 na economia, as exportações do agronegócio brasileiro bateram novo recorde no período de janeiro a maio de 2020, com um total de US$ 42 bilhões. Em volume, as vendas externas do setor também foram as altas para os cinco primeiros meses do ano, com 86,8 milhões de toneladas.


O total exportado no mês passado, de US$ 10,9 bilhões, também foi o maior da história do agronegócio, com uma alta de 17,9% em comparação a maio de 2019, o que garantiu um superávit de US$ 10,1 bilhões no período. Em volume, as vendas foram de 28,8 milhões, com um crescimento de 34,1%.

Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (22), pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo a entidade, em valores, as exportações do agronegócio realizadas de janeiro a maio aumentaram 7,9% em relação ao mesmo período de 2019. A taxa de crescimento dos embarques em quantidade foi ainda maior, de 15,3% ante os cinco primeiros meses do ano passado.

Ainda nos cinco primeiros meses de 2020, os principais produtos exportados de janeiro a maio foram soja em grãos (US$ 16,3 bilhões), carne bovina in natura (US$ 2,8 bilhões), celulose (US$ 2,6 bilhões), carne de frango in natura (US$ 2,6 bilhões) e farelo de soja (US$ 2,3 bilhões). Estes cinco produtos responderam por 63,4% da pauta exportadora do agro brasileiro no período.

A China foi o principal importador do Brasil, sendo destino de 39,3% dos embarques dos produtos do agro. A receita gerada com as exportações para o país asiático foi de US$ 16,5 bilhões no período. Em seguida vieram a União Europeia, para onde foram 16,4% das vendas externas brasileiras, Estados Unidos (6%), Turquia (2,1%) e Japão (2%).

Especificamente em maio, os principais destaques na pauta exportadora foram: soja em grãos (US$ 5,1 bilhões), carne bovina in natura (US$ 682,6 milhões), farelo de soja (US$ 648,8 milhões), açúcar de cana em bruto (US$ 634,8 milhões) e celulose (US$ 586,3 milhões). Os cinco produtos representaram 70,4% da pauta exportadora do mês. A China foi o destino de 44,9% das vendas externas em maio.

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