O Brasil fechou 763.232 postos de trabalho com carteira assinada entre os meses de janeiro e abril deste ano. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que foi divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Economia.
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No mesmo período de 2019, o Caged registrou um saldo positivo de 313.835 vagas com carteira assinada.
De janeiro a abril de 2020, houve 4.999.981 contratações e 5.763.213 demissões no país. Em um ano, por conta da crise, as admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no Brasil.
Apenas em abril, foram fechados 860 mil postos de trabalho no país.
No intervalo de janeiro a abril de 2020, das principais categorias econômica do Caged, apenas agricultura contratou, registrando um saldo positivo de 10.032 vagas. As demissões foram puxadas pelo comércio, que fechou 342.748 postos de trabalho, seguido pelos serviços (280.716), indústria (127.886), e construção civil (-21.837).
Entre os estados, São Paulo puxou o resultado negativo do emprego. Foram 227.670 demissões . Na segunda pior posição, o Rio de Janeiro fechou 125.154 postos com carteira assinada entre janeiro e abril deste ano.
Dados atrasados
Essa é a primeira vez que os dados do Caged são divulgados desde o início da crise causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). As informações sobre empregados e desempregados não era divulgada desde janeiro deste ano, com dados relativos a dezembro.
Para atrasar a divulgação dos dados por quatro meses, o Ministério da Economia justificou uma a falta de prestação das informações sobre admissões e demissões por parte das empresas. Esses dados são de envio obrigatório e de responsabilidade das empresas.
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Durante os meses, disse o ministério, as informações estavam sendo apresentadas com subdeclarações se concentram nos dados de desligamentos, o que poderia apresentar um saldo de emprego formal superior ao real.