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Marcelo Camargo/Agência Brasil
General Walter Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil, disse que, se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome

O ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, detalhou nesta sexta-feira (22) as ações de combate ao novo coronavírus (Sars-Cov-2) tomadas pelo governo federal nos últimos 60 dias, em Comissão Mista do Congresso Nacional sobre a Covid-19. Ele anunciou uma nova medida e disse que, se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome no Brasil.

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Braga Netto destacou o auxílio emergencial de R$ 600, pago pela Caixa Econômica Federal com recursos da União, mas lembrou que os recursos são "finitos". Ele defendeu, ainda, a reabertura da economia, corroborando o que pede o presidente Jair Bolsonaro dia após dia. Segundo o ministro, pode haver um casos social caso a economia não seja reaberta.

"O recurso é finito. Quando terminar o recurso [do auxílio de R$ 600 ], e não tem como continuar por muito tempo, a economia tem que voltar e aí nós precisamos do apoio dos senhores, porque se a economia não voltar, nós vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social, de desabastecimento e tudo mais", afirmou Braga Netto.

O ministro citou ainda o aumento dos pedidos do seguro-desemprego , mas minimizou a quantidade de pedidos neste ano. Braga Netto usou como argumento números divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Ministério da Economia, que apontou  alta de 76% na quinzena de maio e 9,6% em 2020. Segundo ele, o número de pedidos cresceu "apenas 9,6 %" no ano, o que indicaria que a situação ainda é controlável, apesar de alarmante.

Segundo Braga Netto, por enquanto, a população e o abastecimento no país estão tranquilos por conta da atuação do governo. Ele disse, porém, que "o governo está se desdobrando para manter esse nível de emprego e de abastecimento ".

Nova MP emergencial para micro e pequenas empresas

Questionado sobre as micro e pequenas empresas e sua dificuldade em tomar crédito em condições especiais na pandemia, Braga Netto citou uma nova Medida Provisória (MP), que, segundo ele, está "prestes a ser editada" pelo governo, para facilitar o crédito.

A ideia é fazer com que a MP se some à Lei 13.999/2020, sancionada nesta semana , para o crédito chegar, de fato, aos micro e pequenos empresários. Os financiamentos serão concedidos por instituições financeiras selecionadas, que são: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.

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