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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Governo estima perda de 3 milhões de empregos com carteira assinada neste ano

Mesmo com as medidas de socorro anunciadas desde o início da crise do novo coronavírus (Sars-Cov-2), o Brasil deve encerrar o ano com perda de 3 milhões de postos de trabalho formais. O número faz parte de projeções do Ministério da Economia às quais O GLOBO teve acesso.

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Caso a estimativa do governo se confirme, será a maior destruição de vagas com carteira assinada já registrada no país. O cenário significa que, em apenas um ano, o país eliminaria mais vagas do que durante três anos de crise (de 2015 a 2017), quando foram cortados 2,9 milhões de postos de trabalho.

As ditas medidas de preservação dos empregos também podem, na prática, ocasionar o aumento do desemprego assim que terminado o período de estabilidade garantido. Por mais que governo e empresas tenham chegado a um ponto em que, por meio dos cortes salariais e da suspensão temporário de contratos, as demissões em massa não são tão graves quanto poderiam, já que milhões de patrões decidiram cortar gastos com as medidas emergenciais e não demitirem, passado o período de estabilidade, nada garante que os empregos serão, de fatos, preservados.

Na prática, além do problema que já é sentido hoje, com os trabalhadores recebendo salários cortados ou apenas o seguro-desemprego , liberado pelo governo para complementar a renda dos afetados pelas medidas emergenciais, poderá haver aumento do desemprego quando a estabilidade garantida em lei terminar.

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