Brasil Econômico

romeu zema
Divulgação/Agência Minas
Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, um dos estados que se afunda na crise

Com a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e a queda de arrecadação, estados já admitem atraso no salário de servidores públicos e problemas para implementação das medidas de combate à crise, segundo o Jornal O GLOBO . A situação seria agravada pela demora da sanção do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de socorro aos estados e municípios, já aprovado pelo Congresso.

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No Rio de Janeiro, por exemplo, mesmo com a ajuda que foi aprovada e virá do governo federal, a secretaria de Fazenda do estado diz acreditar que terá dificuldade para honrar a folha de pessoal e pagar fornecedores no mês de setembro. Outros estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul também preveem dificuldades.

O pagamento dos salários dos servidores , que sofre parcelamento há quatro anos no Rio Grande do Sul, já vive situação ainda pior no estado. Em março deste ano, mês marcado pelo início do isolamento social, os salários foram pagos com 30 dias de atraso. Em abril, só deverá receber na data prevista quem recebe até R$ 1.500 por mês. A crise causada pela pandemia agravou ainda mais a crise já existente nas contas públicas dos entes federativos.

Em Minas Gerais, segundo o GLOBO , a queda da arrecadação foi de R$ 1 bilhão em abril, número que pode até mesmo dobrar em maio. De acordo com o governo estadual, só estão garantidos os pagamentos dos servidores do Executivo que atuam nas áreas da Saúde e Segurança Pública, que deverão ter os salários depositados integralmente na próxima sexta-feira (15). As demais categorias ainda não têm uma previsão.

Ainda com o socorro de R$ 120 bilhões , dos quais R$ 60 bilhões serão feitos por meio de repasses diretos, o Rio Grande do Sul enfrentarão desafios ainda maiores do que nos últimos anos, com risco até mesmo de colocar em xeque alguns serviços oferecidos.

Com a queda brusca de arrecadação e novas provisões feitas emergencialmente para a saúde, os estados precisam mais do que nunca de um verdadeiro socorro do governo federal, que também tenta reduzir impactos. Com o ' Orçamento de Guerra ' aprovado pelo Congresso, a ideia é manter os serviços públicos viáveis mesmo diante de um novo grau da crise dos estados e municípios. Os desafios para servidores e os próprios estados já estão se agravando em algumas partes do Brasil.

No setor privado, a situação também é dramática e tende a se tornar cada vez mais difícil. Segundo o Ministério da Economia, cada semana de isolamento social custa ao menos R$ 20 bilhões para o setor produtivo, ou seja, as empresas. Segundo a pasta, ainda que as companhias resistam neste momento, as repercussões futuras ainda deverão gerar aumento do desemprego , falências e complicações para honrar pagamentos.

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