Brasil Econômico

posto de gasolina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com queda do preço dos combustíveis, abril registrou deflação de 0,31%, o menor índice desde 1998

Pressionada pela queda de 9,59% do preço dos combustíveis, o país teve deflação de 0,31% em abril, após ter registrado 0,07% em março, divulgou o Instituto Brasileiro de Georafia e Estatística (IBGE) na manhã desta sexta-feira (8). Com isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou 0,22% no acumulado do ano e, nos últimos 12 meses, ficou em 2,40%.

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De acordo com o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a gasolina registrou deflação em todas as 16 regiões pesquisadas, sendo a maior em Curitiba (-13,92%) e a menor no Rio de Janeiro (-5,13%). Etanol (-13,51%), óleo diesel (-6,09%) e gás veicular (-0,79%) também apresentaram queda em abril.

O resultado do último mês aponta a menor variação mensal desde agosto de 1998 (-0,51%), segundo a pesquisa. "O resultado de abril foi muito influenciado pela série de reduções nos preços dos combustíveis , principalmente da gasolina, que caiu bastante e puxou o índice para baixo", explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. No período de coleta, houve dois anúncios de diminuição no preço da gasolina: no dia 28 de março, de 5%, e no dia 20 de abril, de 8%.

Ainda assim, os alimentos registraram inflação de 1,79% e evitaram uma queda maior do IPCA. Entre os produtos que se destacaram na alta de preços estão cebola (34,83%), batata-inglesa (22,81%), feijão-carioca (17,29%) e leite longa vida (9,59%).

"Há uma relação da restrição de oferta, natural nos primeiros meses do ano, e do aumento da demanda provocado pela pandemia de Covid-19 , com as pessoas indo mais ao mercado, cozinhando mais em casa", explica o pesquisador sobre a alta dos alimentos.

Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) apontou aumento médio de 1,8% entre os principais produtos da cesta básica no período de 23 de março e 22 de abril.

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