Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fará pronunciamento nesta quinta-feira (16) sobre as medidas econômicas contra a Covid-19
Shealah Craighead/Official White House
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fará pronunciamento nesta quinta-feira (16) sobre as medidas econômicas contra a Covid-19

A principal economa do mundo perdeu 22 milhões de empregos desde meados de março, em meio às medidas tomadas para frear a propagação da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), que forçaram o fechamento de empresas, lojas e restaurantes. O número, divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, é superior aos 21,5 milhões de empregos criados no período de expansão econômica iniciado em 2009.

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Na semana passada, segundo o órgão, mais 5,245 milhões de americanos deram entrada no pedido de seguro-desemprego , número abaixo dos 6,615 milhões (dado levemente revisado) ​​da semana anterior, resultado que representou o segundo maior número de pedidos ao seguro-desemprego na história norte-americana desde quando o Departamento do Trabalho começou a compilar estes dados, em 1967.

O recorde ficou com o número de três semanas atrás, quando 6,9 milhões de pessoas fizeram o pedido, de acordo com os dados revisados.

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De acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, esperava-se que os pedidos iniciais caíssem para 5,105 milhões na semana encerrada em 11 de abril. As estimativas da pesquisa chegaram a até 8 milhões.

Embora os pedidos apresentados tenham sido quase 1,4 milhão a menos que na semana anterior, as notícias ainda são sombrias. Na mesma semana do ano anterior, apenas 203 mil americanos preencheram o pedido de seguro-desemprego pela primeira vez, de acordo com o Departamento do Trabalho.

Economistas dizem que isso pode indicar que as demissões atingiram o pico, mas a taxa de desemprego nos Estados Unidos pode atingir dois dígitos em abril.

"Após um aumento sem precedentes, as reivindicações iniciais de seguro-desemprego parecem ter atingido um platô estonteante", disse Gregory Daco, da Oxford Economic, em uma análise.

Mas, segundo ele, os números "permanecerão extraordinariamente altos nas próximas semanas, à medida que a economia se afundar mais em uma recessão " e o mercado de trabalho entrar em um "período traumático".

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