Itaú estima que recesssão no Brasil pode variar entre 0,5% e 6,4% neste ano
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Itaú estima que recesssão no Brasil pode variar entre 0,5% e 6,4% neste ano

Os economistas do Itaú Unibanco estimam que a recessão no Brasil este ano, causada pelos impactos da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), pode variar de 0,5% até 6,4%. O impacto vai depender, segundo o economista-chefe da instituição, Mario Mesquita, do tempo que durar a quarentena, que causa queda na atividade econômica.

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"O impacto na economia vai depender de quando começarem as medidas de relaxamento das restrições de circulação adotadas pelos governos. Ainda vivemos um clima de muita incerteza", disse Mesquita durante teleconferência extraordinária feita pelo banco na manhã desta segunda-feira (6) para explicar as medidas já tomadas para enfrentar a pandemia .

Na estimativa do Itaú Unibanco , se a quarentena começar a ser flexibilizada no próximo dia 14 de abril, e o terceiro trimestre apresentar 100% de recuperação, o PIB brasileiro poderá encolher -0,5%. Mas se as medidas de restrição de circulação se estenderem até 26 de maio, e a recuperação no terceiro trimestre for mais lenta, a recessão pode atingir -6,4%.

Um indicador próprio do Itaú , que mede a atividade econômica, mostrou que houve queda de 35% da atividade econômica depois do início da crise, considerando meados de março até o final do mês. Depois houve uma estabilização, mas isso não significa que não acontecerão novas quedas. O indicador leva em conta consumo de bens, serviços e de energia elétrica pelas indústrias.

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O presidente do Itaú, Candido Bracher, afirmou que houve crescimento de 50% na utilização dos canis digitais do banco. Pelo menos 40 mil colaboradores estão trabalhando remotamente e o Itaú, em parceria com o Bradesco e o Santander, comprou 5 milhões de testes rápidos para detecção do vírus, além de comprarem 15 milhões de máscaras.

"Ninguém estava preparado para uma crise como essa", afirmou Bracher.

O Itaú se comprometeu a não fazer demissões no período de crise e não tem planos de fechar agências, no curto prazo, por conta da redução do atendimento presencial. Mas passado esse período, a maior utilização dos canais digitais certamente vai fazer com que clientes deixem de usar as agências e comecem a se acostumar com os canais remotos, disse Marcio Schettini, diretor geral de varejo.

"Mas isso é uma percepção momentânea e, por ora, não temos planos de fechar agências", disse.

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Bracher observou que houve um aumento de captação do banco, no movimento chamado de fligh to quality (voo para a qualidade), em que a aversão ao risco leva clientes e investidores a procurarem instituições financeiras consideradas mais seguras. Ele também informou que houve aumento da procura de linhas de crédito, especialmente para grandes empresas, mas que isso deve arrefecer um pouco agora.

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