As companhias que operam no Brasil optam pelo cancelamento de viagens internacionais, dão preferência a reuniões por teleconferência e adotam home office para colaboradores que estiveram em áreas afetadas
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As companhias que operam no Brasil optam pelo cancelamento de viagens internacionais, dão preferência a reuniões por teleconferência e adotam home office para colaboradores que estiveram em áreas afetadas

A disseminação rápida do  coronavírus pelo mundo já altera a rotina de empresas brasileiras com operações globalizadas ou filiais brasileiras de multinacionais.

Na Nestlé , por exemplo, que tem 32 mil empregados no Brasil, executivos que viajaram para países onde o vírus se espalhou devem trabalhar de casa por duas semanas. O grupo L’Oréal suspendeu todas as viagens até 31 de março.

Os sindicatos também se movimentam. Os filiados à União Geral dos Trabalhadores (UGT) vão distribuir cartilhas a 12 milhões de trabalhadores do comércio e serviços com recomendações para se prevenir contra a epidemia.

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A Enel, do setor de energia e com matriz na Itália, interrompeu viagens de e para China, Hong Kong, Macau e Taipé, incluindo escalas nesses países. Para os demais destinos, as viagens serão feitas apenas quando consideradas como essenciais para os negócios e de acordo com as determinações das autoridades. 

Outro grupo italiano, o Ferrero, dono de marcas como Nutella e Kinder e que tem operações no Brasil, não suspendeu as viagens, mas recomenda que sejam realizadas apenas quando “extremamente necessárias”.

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No entanto, funcionários que viajaram para China, Cingapura, Hong Kong, Coreia e para o Norte da Itália estão sendo orientados a trabalhem em casa por 14 dias após o retorno a seu país. A medida vale também para quem tem um familiar regressando de uma dessas áreas.

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, dona das marcas Sadia e Perdigão e com operações em mais de 140 países, ampliou a lista com restrições de viagens. Além da China, estão nela Coreia do Sul, Irã e Itália.

Ao realizar viagens a outros destinos, os funcionários já seguem diretrizes de biossegurança, diz a BRF, cumprindo o “vazio sanitário”, período em que eles não têm acesso a pessoas ou instalações da empresa, como fábricas e centros de distribuição.

Agora, esse prazo subiu de dois a três dias para 14. A empresa criou um grupo de trabalho que monitora os mercados onde a BRF atua para atualizar os funcionários sobre a evolução da doença e medidas preventivas.

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