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Dólar atinge R$ 4,40 pela primeira vez na história nesta sexta-feira (21)

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (21), seguindo trajetória de disparada dos últimos dias e batendo mais um recorde negativo. Pela primeira vez na história, a moeda norte-americana atinge a marca de R$ 4,402 (+0,23%), às 10h00. Na máxima diária até o momento, a cotação chegou a bater R$ 4,4061. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, a B3, tem forte queda nesta sexta, e atinge 114.586 pontos (-1,66%).

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Na véspera, o dólar encerrou o dia vendido a R$ 4,3917, com uma alta de 0,61%, registrando mais um recorde nominal, ou seja, que desconsidera a inflação, de fechamento. Na máxima de quinta, a divisa chegou a atingir R$ 4,3982, que era até então a maior cotação nominal, superada nesta sexta.

Em 2020, a alta do dólar já é de 9,52%. Somente em fevereiro, a moeda norte-americana já subiu 2,49% até o fechamento desta quinta.

Nesta quinta, Paulo Guedes , ministro da Economia, voltou a minimizar a desvalorização do real . Ele repetiu, ao lado do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que o "novo normal" é um câmbio mais desvalorizado. Dois dias antes, o BC já havia dito também que está "tranquilo" com o câmbio, já que, por enquanto, não há grande impacto na inflação.

O que justifica a disparada do dólar em 2020?

As preocupações globais, em especial o novo coronavírus , ligaram o alerta do mercado em todo o mundo, o que favorece e valoriza o dólar, uma moeda forte. Internamente, o cenário de juros baixos e as preocupações em relação ao andamento das reformas geram insegurança, assim como as revisões feitas quanto ao crescimento econômico esperado para este ano.

Nesta semana, o Relatório Focus, documento que é divulgado a cada segunda-feira pelo BC com a participação de instituições do mercado financeiro, apontou que a projeção de alta do Produto Interno Bruto ( PIB ), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 2,30% para 2,23%.

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O crescimento aquém do esperado, inclusive, preocupa o presidente Jair Bolsonaro , que cobrou de Paulo Guedes um crescimento de, no mínimo, 2% neste ano. Para o capitão reformado, o governo precisa de dados econômicos que indiquem consistência na retomada econômica, até o fim do mandato, em 2022, já de olho nas eleições presidenciais.

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