O general Qassem Soleimani
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O general Qassem Soleimani

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (7), que pretende manter relações comerciais com o Irã, mas que repudia o terrorismo em qualquer parte do mundo. A declaração foi dada ao deixar o Palácio da Alvorada, em entrevista aos jornalistas.

"Nós repudiamos o terrorismo em qualquer lugar do mundo e ponto final. Temos comércio com o Irã e vamos continuar esse comércio", explicou.

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Na última semana, o governo do Brasil emitiu uma nota em apoio à ação dos Estados Unidos que culminou na morte do general iraniano Qassem Soleimani. O ataque aconteceu próximo ao Aeroporto de Bagdá, capital do Iraque.

Na segunda-feira (6), o ministro de Relações Exteriores do Irã convocou representantes diplomáticos brasileiros para explicar a nota divulgada na sexta. O Brasil foi representado pela encarregada de negócios da embaixada no Irã, Maria Cristina Lopes.

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O presidente disse que não iria comentar sobre o que foi discutido na reunião.

"Se tivesse recebido [informações], não ia falar, com todo respeito a você. Tem certas coisas que eu não posso falar, que a imprensa atrapalha. Eu não posso ter uma agenda aberta. Eu decido questões de interesse nacional que, se eu tornar público, interfere na Bolsa, por exemplo. Me reservo o direito de estadista, de presidente do Brasil, de não discutir esse assunto. Eu quero saber uma coisa. O Irã adotou alguma medida contra nós? Eu acho que não", ressaltou.

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Ao ser questionado sobre ações do governo iraniano, Bolsonaro falou que pretende conversar com o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, antes de falar sobre o assunto.

"O Ernesto está fora do Brasil. Chegando aqui, vou conversar com ele. Eu costumo não conversar sobre certos assuntos sem antes ouvir o respectivo ministro", disse.

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