Brasil Econômico

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Isac Nóbrega/PR - 22.5.19
Bolsonaro afirmou que decisão sobre novos reajustes do salário mínimo serão de Paulo Guedes

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (2), dois dias após assinar Medida Provisória (MP) que definiu o salário mínimo de R$ 1.039 para 2020, que a decisão sobre propor uma nova política de reajustes do piso nacional partirá de Paulo Guedes, ministro da Economia.

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"Quem trata deste assunto (a nova política de reajustes do salário mínimo ) é o Paulo Guedes, que está fazendo bom trabalho", afirmou Bolsonaro. Nesta terça (31), o presidente definiu o valor de R$ 1.039, R$ 8 acima do previsto no Orçamento, para o piso salarial neste ano. A medida já vigora desde 1º de janeiro.

Ironicamente, Bolsonaro disse ainda que, se dependesse de sua vontade, elevaria o salário mínimo a R$ 10 mil mensais. "Tem que saber de onde vem o dinheiro, só isso", afirmou na sequência, no Palácio da Alvorada.

O Orçamento de 2020 previa que o salário mínimo neste ano seria de R$ 1.031, sem ajuste real pela primeira vez em mais de 20 anos, com correção apenas pela estimativa de inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mas o valor aprovado pelo governo foi superior a isso.

Em 2019, no entanto, o Orçamento previa a elevação do mínimo de R$ 954 para R$ 1.006, mas o valor fixado por Bolsonaro em seu primeiro decreto presidencial foi de R$ 998.

Nesta segunda (30), o Ministério da Economia informou que a recente alta do preço da carne  aumentou a inflação, gerando uma expectativa de INPC mais alto e refletindo no salário mínimo de 2020.

"Ou você tem uma política... tinha, que acabou no ano retrasado, ou você todo ano regula. (o reajuste) Foi acima do que seria se a lei do PT estivesse em vigor", afirmou o presidente, que atribui agora a Guedes a decisão de como serão feitos os próximos reajustes.

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Em entrevista, o ministro da Economia já defendeu que os reajustes sejam feitos anualmente. Segundo Guedes, definir uma regra que valia para vários anos não foi bom para o País. "Quando a gente pensa hoje em política salarial, você está fazendo demagogia", avaliou.

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