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Banco Central elevou projeção de crescimento do PIB e da inflação em 2019

O Banco Central (BC) revisou para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano, de 0,9% para 1,2%. Para 2020, a estimativa de crescimento da economia também foi revista para 2,2%, ante 1,8% da projeção anterior, informou o BC nesta quinta-feira (19) em seu 'Relatório Trimestral de Inflação'.

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O crescimento de 0,6% do PIB no terceiro trimestre, acima das expectativas, contribuiu para a revisão do Banco Central. A sinalização já havia sido dada na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), na terça-feira, quando o BC também projetou “alguma aceleração” para o último trimestre do ano.

Segundo o relatório, a economia deve crescer sob o impulso das liberações de recursos do FGTS e do PIS/Pasep , que teve seus saques via Caixa Econômica Federal antecipados pelo governo para estimular o consumo na reta final do ano.

Ainda assim, a autoridade monetária voltou a afirmar que “a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices das medidas tradicionais de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”.

O aumento da projeção do BC coloca o ritmo de retomada da economia brasileira próximo ao que se viu em 2018, quando o PIB cresceu 1,3%, segundo dados revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A previsão do BC também vem em linha com a atual mediana das expectativas do mercado financeiro. A última edição do Boletim Focus, pesquisa feita pelo próprio BC com analistas dos bancos, estima que a economia brasileira vai crescer 1,12% em 2019, e 2,25% em 2020.

Para o ano que vem, a projeção de 2,2% de alta do PIB está condicionada ao que o Banco Central chama de "cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira", pressuposto que vem sendo seguidamente reiterado nas comunicações da instituição.

Inflação

A autoridade monetária também informou que suas projeções de inflação para 2019 subiram de 3,3% para 4%, apontando o choque de preços na carne como fator relevante, tal como indicado na ata do Copom na última terça.

Já para 2020, a previsão do BC para a inflação caiu de 3,6% para 3,5%. Assim, as estimativas do Banco Central permanecem dentro do intervalo de tolerância de metas de inflação estabelecido pelo próprio BC. A meta central deste ano é de 4,25%, podendo variar de 2,75% a 5,75%.

Para 2021 e 2022, o BC projeta inflação de 3,4% - índice menor que o estimado em outubro, que estava em 3,7% e em 3,8% para cada ano, respectivamente.

Atividade econômica

Para a agropecuária, o BC revisou sua projeção de crescimento para cima: ela foi de 1,8% para 2% neste ano, refletindo, entre outros fatores, a alta recente do preço da carne bovina.

Para a indústria , cujas projeções vinham sendo reduzidas pelo BC em relatórios anteriores, a estimativa agora é de alta, de 0,1% para 0,7%, puxada principalmente por uma projeção de recuo menor do setor extrativo-mineral, então sob o efeito da tragédia de Brumadinho.

No setor de serviços , as estimativas de crescimento do BC se mantiveram praticamente estáveis, passando de 1% a 1,1%, impulsionado pelo comércio. Nesse contexto, a autoridade monetária também prevê um aumento da demanda de consumo das famílias, cuja alta foi revista de 1,6% para 2%.

Em sentido oposto, as estimativas para outros serviços e administração, saúde e educação públicas foram reduzidas para 1,2% e -0,2%, na ordem, ante projeções anteriores de 1,6% e 0,1%.

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A aposta no investimento também foi revisada para cima: a projeção para o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou de 2,6% para 3,3%.

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