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Novo round da guerra comercial EUA-China e resultados de empresas influenciam mercados

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Pixabay/Reprodução
No mês, moeda acumulou queda de 3,5% e, no ano até agora, alta de 3,5%.

RIO E SÃO PAULO - Com novas dúvidas sobre os avanços para o fim da guerra comercial, o dólar voltou a subir e a Bolsa registrou perdas, seguindo o mercado externo. A moeda americana fechou em alta de 0,57% ante o rela, cotada a R$ 4,0098. Já o Ibovespa, principal índice do mercado local, recuou 1,26%, aos 107.220 pontos.

Segundo analistas, a volatilidade da sessão se deve à formação da ptax (taxa do Banco Central que serve para liquidação de contratos do mercado financeiro). A briga pela Pta aconteceu na esteira de o Banco Central ter reduzido na quarta-feira a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, a 5% ao ano, indicando com clareza que deverá repetir a dose em sua próxima decisão, em meio a um quadro de fraqueza na economia e baixa inflação.

Após a formação da Ptax, o dólar passou a registrar máximas consecutivas, alinhado à apreciação no exterior, repercutindo um sentimento de ceticismo com as tratativas entre os Estados Unidos e a China e pela nova leitura de que o Federal Reserve (Fed, o bc americano) não cortará mais os juros neste ano - disse Jefferson Rugik, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

Esse maior nervosismo também foi visto na Bolsa brasileira e nos principais mercados acionários globais, também como reflexo da falta de alinhamento entre Estados Unidos e China, que pode levar a uma maior desaceleração da economia global. Na Europa, o Euro Stoxx fechou em queda de 0,44%. Nos Estados Unidos, Dow Jones caiu 0,52% e o S&P 500 recuou 0,30%.

Além do cenário externo, a temporada de balanços também afetou o desempenho de ações do Ibovespa. Os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) tiveram queda de 4,09%. O banco registrou elevação do lucro, mas afirmou que vai fechar 450 agências até 2020 para conter aumento das despesas. No caso da Gol, a queda foi de 5,79%, também após divulgação dos resultados do Magazine Luiza.

Já as ações do Magazine Luíza iniciaram os negócios em queda, devido ao anúncio da oferta de 90 milhões de ações, mas conseguiram se recuperar e fecharam em alta de 1,41%.

Os recursos da oferta serão usados em "investimentos em ativos de longo prazo, incluindo expansão da plataforma de marketplace, tecnologia...automação dos centros de distribuição, iniciativas em serviços digitais, expansão de novas categorias, abertura de novas lojas, transformação das lojas existentes em mini-centros de distribuição e aquisições estratégicas", afirmou a companhia ao mercado.

Ainda entre as mais negociadas, os preferenciais da Petrobras subiram 1,03% e as ordinárias (ONs, sem direito a voto) tiveram leve alta de 0,21%.