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Livro publicado nesta semana por Gianluigi Nuzzi, jornalista italiano, tem como base a análise interna das contas e indica que as reformas em curso são insuficientes para organizar as finanças do governo central; entenda situação

IstoÉ Dinheiro

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Reprodução/Shutterstock
Vaticano à beira da falência? Líderes falam em "estratégia para desacreditar o Papa"

O Vaticano não está à beira da falência, como aponta um livro publicado esta semana, declararam nesta terça-feira o cardeal hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga e o responsável pelo patrimônio da Santa Sé, bispo Nunzio Galantino.

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“Dizer que o Vaticano está em risco de falência é falso”, assegurou o cardeal, questionado sobre a tese que aparece em um livro publicado pelo jornalista italiano Gianluigi Nuzzi.

Rodríguez Maradiaga faz parte do grupo de seis cardeais que aconselham o papa Francisco nas reformas econômicas da Cúria, o governo central. “Parece-me que o que está em andamento é uma estratégia para desacreditar o papa”, disse o cardeal, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal italiano La Repubblica .

“Querem atacar o pontificado: primeiro retratando a igreja como uma instituição cheia de pedófilos e depois acusando-a de ser negligente com seu sistema econômico . Mas não é assim”, acrescentou o cardeal.

O livro de Nuzzi, baseado na análise interna das contas do Vaticano , argumenta que o Vaticano está prestes a falir e que as reformas do papa para limpar suas contas são insuficientes.

O jornalista, conhecido por ser o autor de livros escandalosos sobre o Vaticano, incluindo “Via Crucis” e “Sua Santidade”, com as cartas vazadas pelo mordomo de Bento XVI , foi julgado e absolvido pelo Vaticano em 2016 por esses vazamentos.

Para o presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica, APSA, bispo Galantino, entrevistado pelo jornal católico italiano Avvenire, “não há colapso ou inadimplência” no Vaticano.

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“É necessário revisar as despesas. E é isso que estamos fazendo. Posso provar isso com números”, disse o bispo, que acredita se tratar de uma “sabotagem obstinada” contra a linha do pontificado do papa Francisco.