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É possível transferir o dinheiro do Fundo para contas em outros bancos, mas cobrança é de R$ 22; relator da MP que criou saques estuda isentar clientes

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Agência Câmara
Deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) busca acabar com taxa para transferir FGTS para outros bancos

Os trabalhadores com direito a sacar até R$ 500 por conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem ir a agências da Caixa Econômica Federal em todo o Brasil e pedir transferência do dinheiro para conta em outro banco, mas atualmente é aplicada uma taxa de R$ 22, que tem sido questionada pelo Congresso.

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A Medida Provisória (MP) que liberou os saques do FGTS passa por questionamentos de deputados, dentre outras coisas, por conta da taxa cobrada pela Caixa. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), relator da medida, estuda isentar os clientes de outros bancos da cobrança.

De acordo com o presidente da Caixa , Pedro Guimarães, a taxa é necessária para cobrir os gastos do banco público com serviços de transporte de recursos para agências e lotéricas, seguranças, pagamento de horas extras e toda a logística focada na liberação do FGTS, que deve custar R$ 1 bilhão à Caixa.

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Questionado sobre um possível reembolso a quem pagou a taxa caso a MP sofra modificações, Guimarães não esclareceu a questão e disse que a expectativa é que os trabalhadores façam o saque em dinheiro durante o período de saques, que vai até 31 de março de 2020. Segundo ele, no saque aniversário , que só começará no ano que vem, serão mais comuns transações entre bancos, e então o tema poderia voltar à tona.