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Primeira rodada também bateu recorde de arrecadação: R$ 8,9 bilhões em bônus de assinatura; essa será a terceira rodada da série de megaleilões promovidos pelo governo Bolsonaro neste ano; entenda

Navio de petróleo na Bacia de Santos (RJ) arrow-options
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Bacia de Santos (RJ)

O megaleilão de petróleo do pré-sal aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) bateu recorde de inscritos. A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) informou, nesta terça-feira (15), que foram 17 empresas interessadas em participar da sexta rodada de licitações do pré-sal , que acontece no dia 7 de novembro. Este é o maior número de inscritos para um leilão do pré-sal realizado no Brasil.

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Na semana passada, a ANP já havia anunciado que o primeiro dos grandes leilões promovidos pelo governo do presidente Jair Bolsonaro neste ano  teve recorde de R$ 8,9 bilhões em bônus de assinatura. Foram 12 blocos arrematados dos 36 ofertados.

O próximo megaleilão será o da cessão onerosa , que será realizado no dia 6 de novembro. Este deve ser ainda maior, com arrecadação de até R$ 106 bilhões.

Já a sexta rodada deve oferecer cinco áreas nas bacias de Santos e Campos para contratos de partilha. Se todas forem vendidas, a arrecadação pode chegar a R$ 7,8 bilhões, estima o jornal Folha de São Paulo.

Entenda a origem do megaleilão do pré-sal

Esse leilão foi viabilizado pela revisão do contrato da chamada cessão onerosa , um acordo entre o governo federal e a Petrobras, feito em 2010, que concedia à estatal o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo na Bacia de Santos, no litoral carioca, como parte do seu processo de capitalização.

Contudo, estudos geológicos mostraram mais tarde que pode haver até 15 bilhões de barris ali. Esse excedente será levado a leilão agora e o governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões para exploração de petróleo e gás natural em quatro áreas no pré-sal.

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Do total a ser arrecadado em bônus de assinatura no leilão, a Petrobras receberá R$ 33,6 bilhões por conta da renegociação do contrato da cessão onerosa. A União prometeu dividir parte do restante entre estados e municípios.