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Confira os municípios que geraram mais de 3.000 empregos formais entre janeiro e agosto deste ano, segundo o Caged; Setor de serviços é destaque

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Manaus foram as cidades que mais geraram emprego no país

Sem surpresas, a cidade de São Paulo foi a que mais gerou vagas formais entre janeiro a agosto de 2019, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

O saldo de empregos com carteira assinada da capital paulista nos oito primeiros meses deste ano foi de 63.920.  Na sequência, vieram as capitais Belo Horizonte (18.194), Curitiba (17.632) Brasília (17.462) e Manaus (9.644).

“É necessário relativizar esses resultados, frente a população das capitais”, avalia a técnica em planejamento e pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Andreia Parente Lameiras.

“Nas outras cidades, é interessante observar o crescimento de vagas em função de algum investimento, como uma nova fábrica ou unidade˜, complementa.

Vejas a lista das cidades brasileiras que geraram mais vagas neste ano




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Serviços

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Creative Commons
Setor de serviços foi o que mais gerou emprego nos primeiros oito meses de 2019 no País, segundo o Caged

Nos oito primeiros meses do ano, o setor de serviços foi o que mais gerou saldo positivo de vagas no Brasil, como um total de 354.638. O crescimento é percebido nos municípios. Das dez cidades que mais geraram emprego no período, em oito delas esse número é maior em serviços.

“Aquela ideia que a indústria é o motor do emprego do País se perdeu ao longo do tempo. É o setor de serviços que está movimentando nossa economia”, afirma Andreia Lameiras.

A pesquisadora explica que o fenômeno acontece porque a indústria precisa de um aquecimento da economia mais significativo para gerar mais vagas.

“Já o setor de serviços se aproveita dessa retomada inicial (da economia) porque os consumidores, quando sobra algum dinheiro, vão investir em comer uma pizza, ir ao cinema. Mas na hora de comprar um bem durável, como um carro ou produto de linha branca, já fica insegura em gastar as economias”, avalia.

Segundo Andreia Lameiras, a renda do brasileiro pode cair diante desse cenário no emprego, já que os salários pagos pelo setor de serviços tendem a ser mais baixos do que na indústria.

"Normalmente o emprego no setor de serviços, tirando exceções como serviços médicos e educacionais, é menor porque necessita de menos qualificação do que o emprego na indústria. Isso traz uma queda no rendimento médio", explica Lameiras.

Construção Civil

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REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL
Construção civil foi o setor que mais gerou emprego em Belo Horizonte de janeiro a agosto de 2019: 12.754

Outro setor que merece destaque na geração de empregos formais no Brasil em 2019 é a construção civil . O segundo lugar do ranking de empregos do Caged, Belo Horizonte , teve na construção civil seu maior gerador de oportunidades com carteira assinada de janeiro a agosto: 12.754, em 18.194, cerca de 70% do total.

“A construção civil tem demonstrado recuperação, puxada, principalmente, pelo mercado residencial , já que os governos estão sem investimento em obras de infraestruturas”, analisa a pesquisadora.