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Com fortuna estimada em R$ 8,26 bilhões, Luciano Hang apareceu pela primeira vez entre os mais ricos do Brasil em ranking liderado por Lemann

Luciano Hang, o véio da Havan arrow-options
Reprodução
Luciano Hang, o 'Véio da Havan', apareceu na lista de bilionários brasileiros da revista Forbes

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan que ficou conhecido pelo apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) desde a campanha presidencial no ano passado, entrou pela primeira vez na lista de bilionários da revista Forbes divulgada nesta quarta-feira (25).

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Com fortuna estimada em R$ 8,26 bilhões, o ' Véio da Havan ' aparece na 36ª posição da lista de pessoas mais ricas do Brasil, que é liderada por Jorge Paulo Lemann, um dos sócios do Fundo 3G Capital, que tem patrimônio estimado em R$ 104,71 bilhões.

Além de figurar na lista nacional divulgada nesta quarta, Hang já havia aparecido no ranking mundial, divulgado em março, ocupando a 1.057ª posição.

A Havan , rede comandada pelo empresário bolsonarista , tem quase 130 lojas físicas pelo Brasil e emprega 16 mil funcionários. Em 2018, a empresa teve faturamento de R$ 7 bilhões e, segundo a Forbes, é esperado um crescimento de 62% no primeiro semestre deste ano.

Conhecido por ser um dos maiores apoiadores do então candidato Bolsonaro , Hang aparece em eventos ao lado do hoje presidente com frequência e tem o hábito de defender o governo em suas redes sociais. Crítico ao Partido dos Trabalhadores (PT) e defensor de medidas como a reforma da Previdência, o 'Véio da Havan', como é conhecido nas redes, também é figura conhecida em programas de TV, sempre vestido de verde e amarelo, as cores da bandeira brasileira.

Condenação por propaganda eleitoral irregular

A fama e o envolvimento com a política, sobretudo o envolvimento direto com a campanha de Bolsonaro, renderam ao bilionário uma condenação por propaganda eleitoral irregular.

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Durante o período eleitoral, Hang gravou um vídeo de apoio a Bolsonaro dentro de uma de suas lojas e divulgou no Facebook. Como o local é considerado "bem de uso comum", onde é proibida a realização de campanha eleitoral, ele foi condenado a pagar R$ 2.000. O empresário poderia recorrer da decisão, mas optou por acatar já que, segundo sua assessoria, seria mais caro ir a Brasília para fazer a defesa do caso.