Brasil Econômico

rede de energia elétrica
Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
Energia elétrica é o principal item responsável pela alta na inflação em setembro

A inflação do mês de setembro não deve ser muito diferente de agosto. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que representa a prévia da inflação , variou 0,09% em setembro, próximo ao registrado em agosto (0,08%). Já no acumulado dos 12 meses, a alta foi de 3,22%, conforme informou nesta terça-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A maior variação de preços pode ser vista no grupo habitação, com alta de 0,76%, puxado pela alta de 2,31% na energia elétrica . Com a bandeira tarifária vermelha em atuação, a cada 100 quilowatts-hora consumidos são adicionados R$ 4 na conta do consumidor. Sendo assim, a energia elétrica já acumula alta de 11,55% em 2019.

Todas as regiões pesquisadas apresentaram variações positivas neste item, que vão desde os 0,47% registrados em Salvador até os 3,82% observados em Fortaleza.

O grupo vestuário também pressionou o IPCA em razão da mudança de coleção com a entrada da primavera. O crescimento de 0,58% em setembro contrasta com a queda de 0,07% em agosto.

Após a queda de 0,78% em agosto, o grupo dos transportes voltou a subir (0,09%) neste mês graças ao aumento nos preços dos combustíveis (0,35%). 

Entre as quedas, destaca-se o grupo alimentação e bebidas, com baixa de 0,34%, que segue nesse ritmo desde agosto, quando diminuiu 0,17%. O maior impacto individual negativo no índice do mês veio do tomate, que ficou 24,83% mais barato. A cenoura (-16,11%), as hortaliças e verduras (-6,66%), as frutas (-0,93%) e as carnes (-0,38%) também registraram queda em setembro.

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Já no acumulado trimestralmente, ficou em 0,26%, abaixo da taxa de 0,86% registrada em igual período de 2018. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,60% e, em 12 meses, de 3,22%, o mesmo resultado registrado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2018 a taxa também foi de 0,09%.

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