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Mercado financeiro espera por redução da Selic para 5,5% ao ano. Reunião do Copom, que decide o valor da taxa, acontece nas próximas terça e quarta-feira.

Agência Brasil

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Mercado espera redução da Selic em 0,5 ponto percentual


O mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic , seja reduzida em 0,5 ponto percentual, dos atuais 6% ao ano para 5,5% ao ano. A decisão deve ser tomada na reunião do Comitê de Política Monetária ( Copom ) do Banco Central (BC), marcada para esta terça (17) e quarta-feira (18). A expectativa consta da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras no Boletim Focus.

Para o mercado financeiro, a Selic voltará a ser reduzida em 0,5 ponto percentual em outubro e permanecer em 5% ao ano na última reunião do ano marcada para dezembro. O mercado também não espera por alteração na Selic em 2020. A expectativa, que na semana passada a Selic estaria em 5,25% ao ano no fim de 2020, agora é de 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic volte a subir e encerre o período em 7% ao ano.

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A taxa básica de juros é usada no controle da inflação , que está abaixo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional ( CMN ) para 2019 e 2020. Quando o Copom reduz a Selic , a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

De acordo com as previsões do mercado financeiro, a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 3,45% em 2019. Essa foi a sexta redução consecutiva na estimativa, que na semana passada estava em 3,54%.

Para 2020, a estimativa também foi reduzida, ao passar de 3,82% para 3,80%, na segunda revisão consecutiva. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021,e 3,50% em 2022.

A meta de inflação , definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

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Crescimento da economia

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto ( PIB ) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,87% em 2019.

A estimativa para 2020 caiu de 2,07% para 2%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,87 para R$ 3,90 e, para 2020, de R$ 3,85 para R$ 3,90.