Dólar ultrapassa R$ 4,15 nesta segunda em meio à crise argentina
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Dólar ultrapassa R$ 4,15 nesta segunda em meio à crise argentina

No primeiro dia útil do mês, o dólar comercial opera com valorização. Às 11h50, a moeda norte-americana avança 0,44%, valendo R$ 4,1624. Os desdobramentos da agenda internacional, como a guerra comercial e a crise na Argentina, seguem pressionando o câmbio. O Ibovespa, principal índice da B3, opera com alta de 0,29%, aos 101.429 pontos.

Neste domingo (1º), entraram em vigor as  tarifas adicionais de 15% impostas pelo governo americano sobre cerca de US$ 112 bilhões de produtos importados do país asiático. Como resposta, também entraram em vigor as tarifas retaliatórias de 5% a 10% anunciadas pela China sobre US$ 75 bilhões em mercadorias americanas, que atingirão principalmente produtos agrícolas e petróleo.

Na vizinha Argentina , mais um capítulo na crise econômica deixa os investidores receosos. O governo de Mauricio Macri impôs controles cambiais que buscam evitar o esvaziamento de suas reservas internacionais e estancar a desvalorização do peso. O país determinou que os argentinos poderão comprar, no máximo, US$ 10 mil por mês e que as empresas precisarão de autorização para adquirir divisa estrangeira.

O impacto causado por estes fatores só não é maior porque nesta segunda-feira é feriado nos Estados Unidos, por conta do Dia do Trabalho.

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"Esta segunda é um dia mais devagar nos negócios. Primeiro, por ser início de mês e por causa do feriado nos Estados Unidos, que tira muita liquidez dos mercados. Sem operações em Nova York, as negociações perdem um pouco de referencial de preço", destaca Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais.

Também por conta da menor liquidez nos mercados, o economista pontua que a Bolsa pode oscilar ao longo do pregão: "Este é o quinto pregão em alta da Bolsa. Por isso, os investidores devem aproveitar as negociações mais fracas para embolsarem lucros", pontua.

Leia também: Moratória e favoritismo de peronista agravam crise econômica da Argentina

Flávio Byron, sócio da Guelt Investimentos, destaca que, no caso da guerra comercial , mesmo sem feriado, o efeito no mercado não seria muito grande: "Era uma medida já anunciada. Desta forma, o mercado já se preparava para isso. Em meio a estes desdobramentos do exterior, o Brasil não consegue ter muito fôlego para se descolar dos emergentes, por isso o dólar sobe", avalia.

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