Tamanho do texto

Para Roberto Campos Neto, a volatilidade do dólar no Brasil é um sinal de que há polarização política ao redor de todo o mundo, evidenciada pela prévia das eleições argentinas, que foi divulgada neste último domingo (11)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou nesta segunda-feira (12) o mercado como "desafiador" devido à volatilidade do câmbio causado pelo resultado das prévias eleitorais na Argentina , em que o atual presidente, o liberal Maurício Macri, teve desempenho abaixo do esperado pelo mercado. Campos Neto ponderou, contudo, que o Brasil vive uma situação distinta do país vizinho.

Roberto Campos Neto%2C  presidente do BC arrow-options
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Presidente do Banco Central também se mostrou otimista com a possível aprovação da reforma da Previdência

"Hoje é um dia desafiador. Temos a Argentina subindo juros e vendendo moeda no mercado, mas achamos que o Brasil está preparado", disse Campos Neto em palestra na 20ª Conferência Anual Santander, evento promovido na sede da operação brasileira do banco espanhol, em São Paulo.

Para Campos Neto, o  sobe e desce do dólar no Brasil hoje é sinal de que a polarização política ao redor do mundo, evidenciada pelo resultado pré-eleitoral da Argentina, pode ainda trazer riscos a economias emergentes com a casa mais bem arrumada como o Brasil está hoje.

Campos Neto aproveitou para reforçar que as  previsões de inflação do Brasil estão ancoradas com as expectativas do mercado, a taxa de juros Selic, em 6%, está no menor patamar da história. Com a aprovação da reforma da Previdência, o Brasil deve ter uma melhoria na nota do país pelas agências internacionais de avaliação do risco do crédito.

Leia também: Bolsonaro diz que argentinos fugirão para Brasil se "esquerdalha" vencer no país

"O CDS (Credit Default Swap, espécie de seguro contra inadimplência de um país) já corrobora com um upgrade da nota do Brasil", disse Campos Neto.